“Ondas enérgicas”. Dez distritos a ‘amarelo’ devido à agitação marítima

Dez distritos de Portugal continental vão estar terça e quarta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

© D.R.

Os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso amarelo entre as 6h00 de terça-feira e as 00h00 de quarta-feira devido à agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste até 4 metros.

O organismo já tinha indicado, na semana passada, que se esperavam “ondas muito energéticas e com volume de água elevado”, por causa do ciclone pós-tropical ERIN, que se encontrava no sábado “a oeste do arquipélago dos Açores, em deslocamento para nordeste”.

O aviso amarelo, o menos grave, é emitido quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Em comunicado, o IPMA explicou que estão previstas ondas com altura significativa até quatro metros na costa ocidental na terça-feira, e que poderão atingir altura máxima até sete metros.

“Salienta-se os valores muito elevados do período de pico, esperados, entre 15 a 20 segundos, o que se traduzirá em ondas muito energéticas e com volume de água elevado, aumentando significativamente o risco de fortes correntes de retorno junto à costa”, indica o IPMA.

Segundo o Instituto, no período de maré cheia durante a tarde, conjugado com uma amplitude de maré previsivelmente elevada, várias praias poderão ficar sem areal disponível.

“Derivado à ondulação ter uma direção de noroeste, a costa sul do Algarve não ficará tão exposta a esta situação, prevendo-se ondas de sudoeste até um metro”, segundo o IPMA.

A ondulação manter-se-á forte na costa ocidental ao longo da semana, com alturas significativas entre dois a três metros.

“Esta situação, não sendo inédita, é pouco frequente nos meses de julho e agosto, pelo que se recomenda o acompanhamento dos avisos e o cumprimento das recomendações sugeridas pelas autoridades competentes”, refere ainda o Instituto, salientando que a situação resulta do posicionamento do ciclone pós-tropical ERIN.

 

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