Mais de 150 pessoas retiradas de bairro social em Hong Kong após novo incêndio

Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.

© D.R.

De acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP), o alerta foi dado por volta das 02:20 (18:00 de domingo em Lisboa), sobre fumo espesso a sair de um apartamento do 33.º andar no edifício Tai Yuan, na zona de Tsuen Wan, nos Novos Territórios.

Os bombeiros arrombaram a porta do apartamento e salvaram a moradora de 63 anos, de apelido Chan, que se tinha refugiado no quarto de banho. A idosa foi levada para o Hospital Princess Margaret.

Uma fonte policial, citada pelo SCMP disse que a idosa terá acendido uma vela antes de adormecer e que a chama se alastrou a outros objetos na casa.

O incêndio foi extinto enquanto mais de 150 moradores foram aconselhados pelos bombeiros a esperar no rés-do-chão do bairro social até que a situação estivesse controlada.

Este é o segundo incêndio a atingir habitação pública em Hong Kong em dois dias.

No domingo, pelo menos uma pessoa morreu e oito ficaram feridas num incêndio que atingiu o edifício Mei Yue, no bairro Shek Kip Mei, em Kowloon, no centro da região.

De acordo com a imprensa local, os bombeiros acreditam que um curto-circuito elétrico poderá ter causado as chamas, que obrigaram à retirada de mais de 270 moradores do bairro social.

O subchefe interino do departamento de Serviços de Incêndios, Yip Kam-kong, afirmou que o equipamento de combate às chamas estava a funcionar corretamente no edifício, negando relatos de uma mangueira de incêndio com defeito no 21.º andar.

Yip acrescentou que os bombeiros não encontraram qualquer irregularidade nos equipamentos de segurança contra incêndios.

Em 26 de novembro, um incêndio no bairro social Wang Fuk Court, em Tai Po, no norte de Hong Kong, causou a morte de 161 pessoas e deixou milhares de pessoas desalojadas.

O incêndio em Wang Fuk Court começou quando a rede que cobria as estruturas de bambu num dos prédios, no âmbito de obras de renovação, se incendiou. O fogo propagou-se com rapidez ao resto do complexo, atingindo seis outras torres.

Tendo em conta a magnitude da tragédia, o Governo local criou uma comissão de inquérito independente, presidida por um magistrado, com o objetivo de esclarecer as causas do início e da rápida propagação do incêndio.

Paralelamente, a Comissão Independente contra a Corrupção de Hong Kong deteve o atual presidente da associação de moradores do Wang Fuk Court, bem como o antecessor, no âmbito da investigação sobre a catástrofe.

O Ministério Público está a investigar mais de uma dezena de pessoas ligadas ao incêndio, sob a presunção de terem cometido homicídio por negligência, incluindo os diretores e um consultor de engenharia da empresa de construção responsável pelas obras.

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