GNR, PSP e Município de Leiria alertam para burlas

A GNR, a PSP e o Município de Leiria estão a alertar a população para burlas e avisaram que em contextos de reconstrução como o atual, devido à depressão Kristin, podem surgir casos de pessoas que se fazem passar por entidades públicas.

© Facebook\ aspppsp

“Temos informação de que existem pessoas a deslocarem-se a habitações, em nome de diversas entidades públicas, incluindo o município, e a prestarem informações falsas e, eventualmente, a pedirem dinheiro”, divulgou a autarquia nas redes sociais.

A Câmara pediu aos cidadãos para que não abram a porta de casa, nem forneçam dados pessoais, apelando ainda para que não assinem documentos nem aceitem supostas verificações de serviços ou pedidos de pagamento.

Em caso de dúvida, contactem diretamente os serviços municipais ou as autoridades, recomendou a autarquia.

O Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que, “embora, até ao momento, não tenha sido reportada qualquer ocorrência deste tipo” na sua área de intervenção, “é frequente que, em contextos de reconstrução e fragilidade”, pessoas mal-intencionadas “se façam passar por técnicos de serviços, funcionários de instituições ou representantes de autoridades para extorquir dinheiro ou aceder a residências”.

A GNR esclareceu que “tem intensificado a sua presença no terreno”, com “vigilância ativa nas zonas mais fustigadas” pela depressão, contacto porta a porta com “os cidadãos mais idosos e isolados, prestando conselhos de segurança personalizados”, e alertas contínuos nas redes sociais.

Para evitarem ser vítimas de fraude, a GNR recomendou aos cidadãos para que não permitam a entrada de estranhos em casa, “mesmo que se identifiquem como técnicos de reparação (luz, água, gás)” ou funcionários do Estado “sem que tenha solicitado o serviço previamente”.

Por outro lado, aconselhou que peçam “sempre o cartão de identificação profissional” e, em caso de dúvida, contactem a empresa ou entidade que a pessoa diz representar antes de abrir a porta.

Além da não entregarem dinheiro, a GNR apelou para as pessoas suspeitarem de “pagamento imediato em numerário para ‘taxas urgentes’, ‘limpezas de detritos’ ou ‘processos de indemnização’”, mantenham os vizinhos informados sempre que alguém estranho aborde e denunciem sempre às autoridades comportamentos suspeitos, quer à GNR, quer pelo número nacional de emergência, 112.

Já o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública referiu ser “muito importante que as pessoas nao se deixem iludir pelo excesso de disponibilidade e voluntarismo de pessoas estranhas”, pedindo “para que identifiquem as pessoas e, sendo desconhecidas, chamem a polícia”.

A PSP alertou “para falsos prestadores de serviços de construção, vendedores de materiais e equipamentos, em particular geradores, peritos de seguros, funcionários municipais ou de assistência social”.

“Devem apenas aceitar ajudas de pessoas que tenham conhecimento e perfeitamente identificadas, e denunciem situações, procurando recolher dados fisionómicos e matrículas dos veículos utilizados por estas pessoas”, recomendou a PSP, insistindo para que nunca permitam a entrada de estranhos em casa.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até domingo.

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