Mais de um milhão de utentes aguardavam consulta e 264 mil por cirurgia no final de 2025

Mais de um milhão de utentes do SNS aguardavam uma consulta de especialidade e cerca de 264 mil esperavam por uma cirurgia no final de 2025, números que representaram um aumento das listas de espera face a 2024.

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Os dados constam de um documento interno de gestão do Serviço Nacional de Saúde (SNS), divulgado esta segunda-feira pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), que aponta para um aumento de 13,8% na Lista de Espera para Consulta (LEC) e de 3,4% na Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC) em 2025, face ao ano anterior.

Segundo os dados provisórios da ACSS, no final de dezembro 1.088.656 pessoas estavam na LEC no serviço público de saúde, enquanto 264.615 integravam a LIC.

O relatório indica ainda que nos hospitais do SNS em 2025 foram realizadas cerca de 14 milhões de consultas, mais 2,2% do que em 2024, e realizados 63.897, um aumento de 3,9% em relação ao ano anterior.

Quanto às cirurgias, os hospitais públicos efetuaram cerca de 884 mil no último ano, 784 mil das quais programadas e mais de 99 mil urgentes, representando um acréscimo da atividade cirúrgica de 1,2% face a 2024.

Num ano em que foram implementadas triagens telefónicas, o número de urgências baixou 7,1%, para um total de quase 5,6 milhões de utentes atendidos em 2025.

A maior redução do número de urgências verificou-se nas obstétricas, com menos 16,8% em relação a 2024.

Relativamente aos cuidados de saúde primários, a ACSS confirma que 2025 terminou com 1.563.710 utentes sem médico de família, um aumento de 2,7%, e que o número de pessoas inscritas nos centros de saúde ultrapassou os 10,7 milhões.

Em 2025, os centros de saúde realizaram um total de 33,7 milhões de consultas, uma ligeira redução de 0,8% em relação ano anterior, mas que foi mais significativa nas consultas médicas presenciais (-4%).

A estimativa rápida da ACSS refere ainda que em 2025 o SNS teve 15.750 milhões de euros de gastos operacionais, mais 13% do que no ano anterior, com a sua dívida total a aumentar 10,8%, para os 1.471 milhões de euros.

Os gastos com pessoal subiram 10,5%, representando em 2025 mais de 7.000 milhões de euros, um crescimento que também se verificou na despesa com medicamentos, que ultrapassou os 2.000 milhões de euros (+6,7%).

O documento aponta ainda para uma diminuição de 10,3% nos rastreios do cancro da mama, um aumento de 0,7% nos do cólon do reto e de 2,1% nos do colo do útero.

O SNS terminou 2025 com mais de 147 mil funcionários (+2,6%), entre os quais cerca de 30 mil médicos e 52 mil enfermeiros, classes profissionais que aumentaram 1,3% e 2,5%, respetivamente.

Em comunicado, a ACSS salienta que os dados servem “apenas como instrumento de apoio à gestão e não informação final”, permitindo uma leitura atempada da evolução da atividade, a identificação de tendências, de desvios e de boas práticas, apoiando os processos de decisão.

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