Detido em Reguengos de Monsaraz acusado de 478 crimes de pornografia de menores

O Ministério Público (MP) acusou um homem, de 45 anos, detido há cerca de um ano em Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora, da prática de 478 crimes de pornografia de crianças e jovens agravados, foi hoje divulgado.

©D.R.

Num comunicado publicado na página de Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP revelou ter deduzido agora acusação contra o arguido, imputando-lhe a prática de 478 crimes de pornografia de crianças e jovens agravados.

Segundo o MP, o inquérito, dirigido pela Secção de Reguengos de Monsaraz do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, apurou que o homem terá praticado estes crimes pelo menos entre agosto de 2023 e fevereiro de 2025, quando foi detido.

O arguido “detinha e fazia uso, mediante partilha em aplicações de comunicações instantâneas e de contactos, de ficheiros multimédia, fotografias e vídeos, em que são visíveis crianças e jovens com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, nus, em poses sexualizadas e a praticar atos de cariz sexual”, realçou.

Assinalando que os factos ocorreram em Reguengos de Monsaraz, o Ministério Público lembrou que o homem foi detido em fevereiro do ano passado, encontrando-se, desde então, sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

Além da acusação, o MP fez ainda um “pedido adicional de condenação na pena acessória de proibição de exercer profissão, emprego, funções ou atividades, públicas ou privadas, ainda que não remuneradas, cujo exercício envolva contacto regular com crianças e jovens por um período fixado entre 5 e 20 anos”.

O Ministério Público dirigiu o inquérito com a coadjuvação da Unidade Local de Investigação Criminal (ULIC) de Évora da Polícia Judiciária (PJ).

Decorre agora o prazo para a eventual abertura de instrução, que, a não ser requerida, determinará a remessa do processo para julgamento comum em tribunal coletivo, acrescentou.

Quando foi detido, a PJ explicou que a investigação tinha tido “origem na sinalização, por entidades internacionais, da partilha de ficheiros compatíveis com os referidos conteúdos, efetuado a partir de acessos registados em Portugal”.

Últimas do País

Uma intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR) na Autoestrada 2, na zona de Alcácer do Sal, terminou com a apreensão de cerca de oito mil litros de gasolina.
A Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária desencadearam uma operação que envolve o Banco Carregosa e o Banco Angolano de Investimento Europa. Em causa está um esquema de transações imobiliárias destinado a beneficiar de isenções fiscais, com suspeitas de prejuízos de milhões de euros para o Estado.
Ana Sofia Dias, antiga presidente da Junta de Freguesia de Penha de França, em Lisboa, foi contratada pela Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, liderada pelo Partido Socialista. A ex-autarca está acusada dos crimes de corrupção passiva agravada e prevaricação no âmbito do processo Tutti-Frutti, que investiga alegadas irregularidades envolvendo antigos responsáveis autárquicos.
O ministro da Administração Interna assinou, a 6 de agosto, um despacho sobre a organização e fiscalização do SIRESP que nunca chegou a ser publicado no Diário da República.
Um guarda prisional, de cerca de 40 anos, foi agredido por um visitante no interior do Estabelecimento Prisional de Lisboa, depois de lhe ter ordenado que abandonasse as instalações. O suspeito encontrava-se acompanhado por uma criança e terá desobedecido às indicações do funcionário.
Um jovem de 15 anos, com necessidades educativas especiais, continua sem aulas devido à falta de uma resposta escolar adequada. Depois de várias tentativas para resolver a situação, a mãe decidiu apresentar queixa, levando às autoridades policiais um problema que coloca em causa o acesso do filho à educação.
Uma mulher de 30 anos foi encontrada morta, com ferimentos provocados por arma de fogo, no interior de uma viatura estacionada na berma da Estrada Nacional 360, nas Caldas da Rainha. Ao seu lado estava um homem de 25 anos, apontado como seu namorado, que foi encontrado inconsciente.
O Parlamento pediu os contratos contestados pela entidade reguladora da profissão, mas recebeu uma minuta já alterada. A SÁBADO revela que existiam três contratos assinados com as cláusulas consideradas ilegais.
Ricardo Carrilho acusa Luís Neves de o ter afastado para proteger interesses instalados na SIRESP. Em declarações à Renascença, denuncia contratações suspeitas, negócios com escritórios de advogados e contratos com operadores privados que não cumpririam as suas obrigações.
A proteção de vítimas de violência levanta uma nova controvérsia: o acesso à licença parental remunerada a 100% poderá depender da saída da residência. A condição, noticiada pelo Jornal de Notícias, coloca em discussão a relação entre os apoios sociais e a segurança de quem enfrenta situações de violência.