Parque automóvel português mais jovem e diversificado em 2026

O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.

© D.R.

Segundo o Observatório ACP — Mobilidade Elétrica em Portugal 2026, 38% dos carros têm mais de 15 anos, uma queda também de cinco pontos percentuais (p.p.) face ao ano passado.

“A maior proporção de veículos com menos de quatro anos observa-se na região da Grande Lisboa, entre os proprietários de carros eletrificados e nas classes sociais mais elevadas (A e B)”, detalhou a análise.

Os veículos elétricos passaram a representar 9% dos condutores, mais 5,5 p.p. relativamente a 2025.

Por sua vez, os carros a gasolina progrediram 11 p.p., enquanto a diesel caíram 18 p.p.

As marcas francesas Peugeot e Renault (cada com 10%) continuam a liderar o parque automóvel português.

Seguem-se a Volkswagen (7%), a BMW (6%) e a Opel (6%).

Mais de 80% dos inquiridos conduzem um carro próprio, ou seja, mais 10 p.p. face ao ano anterior.

No que se refere aos quilómetros percorridos por mês, 79% fazem até 1.000, um agravamento de 20 p.p.

Cerca de 57% dos condutores compraram o seu carro a pronto e 22% recorreram ao crédito automóvel.

Evidenciam-se entre o que comprar a pronto pagamento, os condutores com mais de 65 anos da região de Lisboa, oeste e Vale do Tejo, sem carro eletrificado e da classe social A (alta).

Quase metade dos portugueses consideram trocar de carro dentro de um e até cinco anos, mais 25 p.p.

Ainda no que se refere à compra de um novo carro, 21% dos condutores optariam por um elétrico, 20% por um hibrido ‘plug-in’, 19% por um a diesel, outros 19% a gasolina e 10% por um hibrido simples.

Em média, existem 1,8 automóveis por agregado familiar, uma descida de 0,2 p.p. face a 2025.

Destacam-se os agregados mais jovens, entre os 18 e os 34 anos, das regiões Oeste e Vale do Tejo e da classe mais alta, como os que possuem mais viaturas.

Considerando os proprietários de veículos eletrificados, 82% possuem o carro há menos de cinco anos e a Tesla e a BMW mantém a liderança.

No que se refere aos custos, os condutores gastam até sete euros por cada carregamento doméstico e 50 euros mensais no carregamento público.

O estudo revelou também que 86% (mais 3 p.p.) carregam o carro em casa e 91% utilizam postos públicos (também mais 3 p.p.).

A Galp Electric e a EDP são considerados como os comercializadores mais relevantes.

Para a realização deste estudo foram entrevistadas 1.608 pessoas. Entre estas encontra-se uma amostra de 1.200 indivíduos com carta de condução, a que se somou um reforço de 408 condutores de veículos eletrificados.

As entrevistas foram realizadas entre 28 de janeiro e 11 de fevereiro.

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