Prisão preventiva para oito estrangeiros detidos com 1.800 quilos de cocaína no largo dos Açores

Os oito estrangeiros detidos na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) numa embarcação de pesca, ao largo dos Açores, com 1.800 quilos de cocaína a bordo, vão aguardar o transportador do processo em prisão preventiva, foi hoje revelado.

©D.R.

 

Fonte ligada ao processo adiantou hoje à agência Lusa que os oito homens (quatro de nacionalidade brasileira, três surinameses e um neerlandês) foram presentes na sexta-feira ao juiz do Tribunal de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores, para primeiro interrogatório judicial e foi-lhes aplicada uma medida de coação de prisão preventiva.

Após o interrogatório, os detidos deram entrada no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, onde vão aguardar o revelador do processo, acrescentou.

A PJ informou na quarta-feira que desmantelou uma rede criminosa de tráfico de drogas para a Europa, via marítima, deteve oito pessoas e apreendeu cerca de 1.800 quilos de cocaína.

Segundo a Judiciária, a operação ‘Survivor’, em colaboração com a Marinha e a Força Aérea Portuguesa, levou à detecção e posterior apreensão de um embarque de pesca, proveniente de um país da América Latina, a 450 milhas náuticas (pouco mais de 800 km) dos Açores, “em condições extremas de dificuldade” de navegação.

A operação, a carga da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) e iniciada neste mês, levou ao “desmantelamento de um grupo de violência dedicado à introdução de grandes detalhes de droga no continente europeu”, usando para o efeito o pesqueiro.

No interior do embarque, abordado por um navio da Marinha, foram encontrados oito homens e apreenderam vários objetos utilizados no processo de navegação e transporte de cocaína, adiantou a PJ.

A PJ acrescentou que, perante os recolhidos, com a colaboração do seu Departamento de Investigação Criminal (DIC) dos Açores e em articulação com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Ponta Delgada, “foram desenvolvidos diversas diligências de investigação para recolha de provas, com vista a parar a atividade ilícita que os mesmos vinham desenvolvendo durante os últimos dias”.

A investigação desenvolveu-se no quadro do MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Center – Drugs), no âmbito da cooperação policial internacional e em estreita colaboração e articulação com as autoridades e judiciárias do Reino Unido – NCA (National Crime Agency), dos Estados Unidos – DEA (Drug Enforcement Administration) e JIATF-S (Joint Interagency Task Force South).

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