Almada está a emergir como um dos principais focos de preocupação no consumo de drogas em Portugal. Os dados mais recentes apontam para uma subida expressiva no consumo de substâncias ilícitas no concelho da Margem Sul, contrariando a tendência nacional.
Segundo o estudo europeu ‘Wastewater analysis and drugs – A European multi-city study’, baseado na análise de águas residuais em 115 cidades, Almada regista aumentos significativos no consumo de cocaína, anfetaminas e MDMA (ecstasy) entre 2024 e 2025, ultrapassando mesmo o Porto nestes indicadores.
Os números evidenciam um agravamento claro: mais cocaína, mais estimulantes e maior presença de drogas sintéticas, num cenário que levanta alertas sobre a evolução do consumo no concelho.
Já noutras cidades portuguesas, a tendência tem sido de maior contenção, embora sem inverter o problema de fundo.
O estudo da Agência da União Europeia sobre Drogas analisou amostras de águas residuais de cerca de 72 milhões de pessoas, permitindo traçar um retrato fiel dos padrões de consumo.
A nível europeu, mantém-se a preocupação com o aumento da cocaína e da cetamina — substâncias que continuam a ganhar terreno em várias cidades, com reflexos cada vez mais visíveis também em território nacional.