Preço do gás na Europa sobe 3% para 61 euros

O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu esta segunda-feira cerca de 3%, sendo negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

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De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, na abertura do mercado holandês, o gás natural avançou 2,90%, para 61,06 euros por megawatt-hora (MWh).

As principais bolsas europeias preparam-se para abrir hoje em forte queda, com perdas próximas dos 2%, acompanhando a tendência negativa na Ásia e com a subida dos preços do crude devido ao aumento das tensões no Médio Oriente.

De acordo com os dados de mercado compilados pela EFE, os futuros da Bolsa de Frankfurt caiam 1,68%, e o índice Euro Stoxx 50, que acompanha o desempenho das 50 maiores empresas da zona euro, recuava 1,54%.

Enquanto isso, Londres regista uma queda de 1,16% e Paris, de 1,98%.

Os futuros de Wall Street também apontam para uma abertura negativa, com quedas na ordem de 1%.

Por sua vez, o petróleo Brent, referência europeia, após uma abertura praticamente estável, sobia 0,90%, para 113,77 dólares e o West Texas Intermediate, referência americana, avançava 1,6% para 99,80 dólares, antes da abertura oficial do mercado.

Noutros mercados, o ouro caia 6,39% para 4.200,57 dólares por onça, e a prata caia 8,77% para 61,92 dólares.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irão um ultimato de 48 horas no passado sábado para abrir “totalmente” o Estreito de Ormuz, caso contrário atacaria as suas centrais elétricas.

A Guarda Revolucionária iraniana negou hoje que Teerão atacasse centrais elétricas na região, mas avisou que, se os Estados Unidos atacarem as instalações da República Islâmica, o país “responderá na mesma moeda”.

Caso Washington cumpra a sua ameaça, “o Irão responderá”, declarou a Guarda Revolucionária.

Hoje, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que a situação é “muito grave” e ultrapassa as crises energéticas dos anos 1970, num contexto marcado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pelos ataques a centrais elétricas no Médio Oriente.

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