Alista aprovada na última sessão plenária inclui, nomeadamente, a coruja-das-neves (Bubo scandiacus), que ficou famosa nos filmes da saga Harry Potter, ou o maçarico-de-bico-virado (Limosa haemastica), um pássaro de bico longo ameaçado de extinção que percorre 30.000 quilómetros por ano ao longo das Américas.
A lista inclui ainda o tubarão-martelo gigante (Sphyrna mokarran) e mamíferos terrestres como a hiena riscada (Hyaena hyaena) ou aquáticos, como a lontra gigante do Brasil (Pteronura brasiliensis).
A reunião, que juntou representantes de 133 entidades — 132 países e a União Europeia — decorreu em Campo Grande, no centro oeste do Brasil, no Pantanal brasileiro, uma das zonas mais ricas em biodiversidade do planeta.
De acordo com um relatório publicado antes da COP15, cerca de metade (49%) de todas as espécies elencadas pela CMS apresentam tendências de declínio populacional, e cerca de um quarto está ameaçada de extinção.
Um outro relatório, publicado na terça-feira, alertou para “o colapso” das migrações indispensáveis à sobrevivência das espécies de peixes de água doce como as enguias, provocado pela degradação dos habitats naturais, a sobrepesca ou as barragens.
“A Convenção (…) lembra-nos uma mensagem simples, mas poderosa: as migrações são naturais. Ao atravessar os continentes e ligar ecossistemas distantes, essas espécies revelam que a natureza não conhece fronteiras entre Estados”, declarou o presidente brasileiro Lula da Silva, no seu discurso de abertura, há uma semana.
“Proteger estes animais é proteger a vida do planeta”, resumiu.
O Brasil já acolheu em novembro de 2025 a COP30, conferência da ONU sobre o clima e alterações climáticas, na cidade amazónica de Belém, no Estado do Pará.