Governo distribui ‘boys’ e ‘girls’ do PSD pelas CCDR com salários até oito mil euros

Novas vice-presidências das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) são ocupadas maioritariamente por nomes ligados ao PSD. Cargos podem chegar aos 8.080 euros mensais e número de vices aumenta com nova lei orgânica.

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O Governo avançou com a nomeação de dezenas de dirigentes para as vice-presidências das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), com uma forte presença de quadros ligados ao PSD nas novas estruturas, revela o Correio da Manhã (CM).

No total, foram designados 32 vice-presidentes, num universo de 37 gestores públicos. A nova lei orgânica das CCDR veio alargar de forma significativa o número de cargos, permitindo agora até sete vice-presidentes por comissão, praticamente o dobro do limite anteriormente previsto.

Entre os nomeados, destaca o CM, encontram-se ex-deputados, autarcas, dirigentes partidários e elementos com ligações a gabinetes ministeriais. As nomeações abrangem áreas como Saúde, Educação, Cultura, Ambiente e Agricultura, distribuídas pelas várias regiões do país: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

No Norte, Jorge Salgueiro Mendes, ex-deputado e antigo técnico especialista no Ministério da Saúde, assume a área da Saúde. No Centro, a deputada Sofia Carreira ficará responsável pela Cultura.

Em Lisboa e Vale do Tejo, Margarida Mano, antiga ministra da Educação, regressa a funções executivas na mesma área. A estrutura integra ainda Anabela Mendes Barata, na Saúde, e Gonçalo Conde da Costa, no Ambiente, ambos com ligações ao PSD.

O Alentejo concentra o maior número de nomeações, incluindo Sónia Ramos (Ambiente), Henrique Sim-Sim (Cultura), Helena Cortes Cavaco (Agricultura) e Silvino António Alhinho (Educação), todos com percurso político ou partidário associado.

No Algarve, Bruno Inácio assume a Cultura, Maria Alexandra Gonçalves a Educação e Teresa Viegas Correia o Ambiente, completando o quadro de nomeações com forte presença de quadros sociais-democratas.

No que respeita à remuneração, os valores são expressivos: cada vice-presidente aufere cerca de 8.080 euros mensais, incluindo despesas de representação, o que corresponde a 90% do salário do primeiro-ministro. Em termos anuais, o montante ultrapassa os 113 mil euros. Já os presidentes das CCDR têm vencimentos equiparados ao do chefe do Governo.

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