Dono de bar condenado por lenocínio e auxílio à imigração ilegal

O dono de um bar em Vila do Conde foi hoje condenado a uma pena suspensa de três anos e nove meses pelos crimes de lenocínio, auxilio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.

© D.R.

Na leitura do acórdão, que decorreu esta tarde, no Tribunal de Matosinhos, no distrito do Porto, a juíza presidente salientou a “falta de arrependimento” daquele arguido, pelo que “não terá interiorizado a gravidade da sua conduta”.

Além do dono do estabelecimento, estavam a ser julgadas mais cinco pessoas, duas delas mulheres, e uma sociedade e pelos crimes de auxílio à imigração ilegal, angariação de mão-de-obra ilegal, lenocínio e branqueamento de capitais, sendo que dois dos arguidos foram absolvidos de todos os crimes.

O principal arguido, o dono do bar, foi condenado a dois anos e quatro meses pelo crime de lenocínio, dois anos pelo crime de auxílio à imigração ilegal e a dois anos e dois meses pelo crime de branqueamento, resultando numa pena única de três anos e nove meses de prisão, suspensa por igual período.

Aquele que foi considerado “braço direito” do dono do bar foi condenado a uma pena de três anos por lenocínio, um ano e seis meses pelo crime de auxílio à imigração ilegal e a dois anos pelo crime de branqueamento, tendo sido condenado a uma pena única de três anos, igualmente suspensa pelo mesmo período.

Ambos os arguidos ficaram ainda proibidos de exercer funções em estabelecimentos de diversão noturna, restaurante ou similares, a operar entre as 22:00 e as 06:00 e ao regime de prova.

As duas mulheres foram condenadas a dois anos de prisão pelo crime de branqueamento, tendo sido a pena igualmente suspensa. Quanto à sociedade, esta foi condenada ao pagamento de 300 dias de multa, 100 euros por dia, totalizando 30 mil euros.

O dono do estabelecimento terá ainda, no prazo de 10 dias, pagar 595 mil euros de “património incongruente”.

Todos os arguidos foram absolvidos do crime de angariação de mão-de-obra ilegal.

Segundo a acusação, os arguidos “procuravam mulheres de nacionalidade estrangeira, em especial sul-americanas, que se encontrassem em situação de carência económica, sem qualquer suporte familiar e preferencialmente que não tivessem a sua situação legalizada em Portugal, explorando a situação de ilegalidade, precariedade, insegurança e isolamento das mesmas, garantindo-lhes um ascendente que lhes permitia assegurar a continuidade dos serviços e o secretismo da atividade”.

Os arguidos garantiam ainda o alojamento das mulheres e o transporte destas para o clube, onde, no seguimento de ações de fiscalização em fevereiro e novembro de 2017, maio de 2018, janeiro e julho de 2019, foram localizadas 116 mulheres, das quais 37 em situação irregular.

Durante todo o processo, o dono do bar negou sempre saber o que se passava nos espaços privados do estabelecimento: “Os [espaços] privados era para elas fazerem o striptease (…) eu não sabia que elas tinham lá relações sexuais”, disse, em sede de interrogatório.

Últimas do País

Cerca de 1.600 clientes, a maioria da região de Leiria, ainda não têm serviços fixos de comunicações, quase seis meses após a depressão Kristin ter atingido gravemente este território, informou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).
O Ministério Público vai recorrer da absolvição do ex-banqueiro Ricardo Salgado e restantes arguidos num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil, garantiu hoje a Procuradoria-Geral da República.
O presidente do CHEGA defendeu que a manutenção em funções do ministro da Administração Interna "coloca em causa o regular funcionamento das instituições", deixando apelos quer ao primeiro-ministro, quer ao Presidente da República para atuarem.
O presidente do CHEGA afirmou que "tudo correu mal" neste modelo de digitalização da correção dos exames e atribuiu a responsabilidade máxima ao ministro da Educação.
A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone para alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve no Porto um homem de 42 anos procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir uma pena de prisão por suspeita de crimes sexuais contra crianças, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, voltou a rejeitar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que levou a reações de agradecimento por parte de membros ligados a estas fações criminosas nas redes sociais.
A aprovação, no Parlamento, da proposta de lei que proíbe a ocultação integral do rosto em espaços públicos está a gerar reações entre islâmicos residentes em Portugal que afirmam usar burca. Em publicações nas redes sociais, vários dizem que vão abandonar o país caso a legislação entre efetivamente em vigor.
Uma mulher, estrangeira e na casa dos 30 anos, foi violada enquanto circulava de bicicleta junto à ria de Aveiro, em Vagos. O agressor, de 49 anos e com um longo historial de crimes sexuais, foi identificado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva.
O partido liderado por André Ventura quer alterar a lei para impedir que autores de assaltos possam receber indemnizações quando ficam feridos ou morrem na sequência do crime. A proposta surge depois de vários casos mediáticos, entre eles o de um ladrão que foi indemnizado em 30 mil euros após ser atropelado pelo proprietário da casa que tinha acabado de assaltar.