Península de Setúbal com os maiores constrangimentos de acesso à urgência de obstetrícia

A utilização das urgências de Obstetrícia e Ginecologia é mais elevada no Centro, Grande Lisboa e Algarve, enquanto a Península de Setúbal regista os maiores constrangimentos de acesso, com 76,2% dos dias com limitações, acima da média nacional (15,3%).

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Os dados constam da “Informação de Monitorização sobre o acesso aos Serviços de Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Serviço Nacional de Saúde”, hoje divulgada pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que teve em conta as alterações legislativas e operacionais no acesso a estes serviços, bem como os seus encerramentos externos.

Segundo os dados, a rede de urgências de Obstetrícia e Ginecologia contava, em 30 de novembro de 2025, com 40 unidades em Portugal continental, das quais 27 (67,5%) eram Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica (SUMC) e 13 (32,5%) Serviços de Urgência Polivalente (SUP).

A grande maioria dos serviços (90%) funcionava em instalações autónomas.

Relativamente aos constrangimentos no acesso às urgências de Obstetrícia, a Península de Setúbal, o Oeste e Vale do Tejo e a Grande Lisboa registaram percentagens de dias com limitações superiores à média nacional (15,3%).

“A Península de Setúbal destaca-se de forma expressiva, com 76,2%, apontando-se o Oeste e Vale do Tejo (33,2%). Em sentido inverso, o Norte e o Alentejo obtiveram as menores percentagens, com 0,7% e 0,4%, respetivamente”, sublinha o regulador da saúde.

Apesar destas dificuldades, a rede de urgências de Obstetrícia e Ginecologia contava, a 30 de novembro de 2025, com 40 unidades em Portugal continental, das quais 27 (67,5%) eram Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica (SUMC) e 13 (32,5%) Serviços de Urgência Polivalente (SUP). A maioria dos serviços (90%) funcionava em instalações autónomas.

A capacidade instalada apresenta assimetrias relevantes entre regiões. No rácio de salas de parto por 100 mil mulheres em idade fértil, a Península de Setúbal apresenta o valor mais elevado (11,0), seguido do Norte e Centro (10,9), enquanto o Alentejo regista o mais baixo (6,7), face a uma média nacional de 10,3.

Já a capacidade efetiva, medida em horas médicas mensais previstas ao funcionamento dos SU e blocos de partos para 100 mulheres em idade fértil, é mais reduzida na Península de Setúbal, no Oeste e Vale do Tejo e no Norte, contrastando com valores mais elevados no Alentejo e no Algarve.

No que respeita às obrigações totais, a Península de Setúbal volta a destacar-se, com 34,9% dos dias com encerramento das urgências, enquanto o Norte (0,0%) e o Alentejo (0,2%) registam valores residuais.

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