“Não compreendo de todo por que razão as pessoas são servidas nos bares dos aeroportos às cinco ou seis da manhã. Quem precisa de beber cerveja a essa hora?”, questionou o CEO, Michael O’Leary.
“Não deveria haver serviço de bebidas alcoólicas nos aeroportos” a essas horas, acrescentou, criticando os estabelecimentos “que, em caso de atraso, estão totalmente dispostos a servir todo o álcool que as pessoas quiserem, porque sabem que vão transferir o problema para as companhias aéreas”.
A companhia irlandesa anunciou em junho a introdução de uma multa de 500 euros para “os passageiros perturbadores cujo comportamento leve ao desembarque do avião”.
O presidente da Ryanair já denunciou no passado problemas de comportamento nos aviões por parte de passageiros que consumiram drogas e álcool.
Em 2024, considerou que os voos entre o Reino Unido e certos destinos como Ibiza, conhecida pelas suas discotecas, eram “os piores”.
“Se recuar dez anos, talvez tivéssemos um desvio de voo por semana, agora, diria que estamos perto de um por dia”, prosseguiu O’Leary, em declarações ao Times.
O responsável propõe limitar os passageiros a duas bebidas alcoólicas nos aeroportos, através da utilização do cartão de embarque.
A Ryanair transportou pouco mais de 200 milhões de passageiros durante o exercício de 2024-2025 e tem como meta atingir 300 milhões de passageiros até 2034.