Ventura arrasa PSD e PS: “O CHEGA nunca aceitará que quem nunca contribuiu receba subsídios”

O líder do CHEGA acusa Governo de abandonar quem trabalha e desconta para viabilizar a Prestação Social Única com o apoio do PS. O partido liderado por André Ventura votou contra o diploma.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, criticou o entendimento alcançado entre PSD e PS que permitiu a aprovação da Prestação Social Única (PSU), acusando o Governo de manter um modelo de apoios sociais que penaliza quem trabalha e beneficia quem nunca contribuiu para a Segurança Social.

“O CHEGA nunca aceitará que quem vem para este país, sem contribuir um cêntimo, receba subsídios”, afirmou o líder da oposição, reafirmando que o acesso às prestações sociais deve depender de um período mínimo de descontos.

Para Ventura, a aprovação da PSU representa uma oportunidade perdida para introduzir critérios de maior exigência e justiça no sistema de apoios sociais. O CHEGA defendia, entre outras medidas, a obrigatoriedade de cinco anos de contribuições antes do acesso às prestações, proposta que acabou rejeitada no entendimento entre PSD e PS.

O presidente do segundo maior partido acusou ainda o Governo de inverter prioridades na política social.

“Não podemos obrigar cidadãos portugueses com cancro a trabalhar, enquanto há pessoas que não trabalham há anos e continuam a receber subsídios”, criticou.

André Ventura defendeu igualmente uma revisão das regras de atribuição da habitação pública, considerando que o Estado deve privilegiar quem trabalha, cumpre as regras e contribui para o país.

“É errado dar casas municipais a antigos presidiários e a quem trafica droga”, declarou.

Apesar de o diploma ter sido aprovado, com o voto contra do CHEGA, Ventura garantiu que o partido não abdicará das posições que apresentou durante as negociações.

“Ficámos sós, mas com a razão do nosso lado”, concluiu o presidente do CHEGA.

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