Funcionário da Justiça saqueia dados do Estado para burlar dezenas de vítimas

Funcionário do Ministério da Justiça acedeu ilegalmente a informação pessoal e bancária de dezenas de cidadãos para levantar dinheiro e contrair empréstimos. Foi condenado a nove anos e meio de prisão.

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Um técnico informático afeto ao Ministério da Justiça foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por utilizar sistemas informáticos do Estado para aceder ilegalmente a dados pessoais e bancários de dezenas de cidadãos, informação que depois explorava em esquemas de burla e fraude financeira.

Bruno Sousa, funcionário do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), foi considerado culpado de 92 crimes, entre os quais burla qualificada, falsidade informática e acesso ilegítimo, avança o Correio da Manhã. A condenação foi entretanto confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Ao longo de cerca de dois anos, o arguido recorreu a credenciais do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) para consultar ilegalmente informação confidencial de várias vítimas. Com os dados obtidos, efetuou levantamentos de milhares de euros e chegou a contrair empréstimos em nome de algumas delas, sem o respetivo conhecimento ou autorização.

A investigação apurou ainda que Bruno Sousa alterou, em diversos casos, dados pessoais existentes nas bases de dados do Estado. Nem todas as tentativas tiveram sucesso, mas o objetivo passava sempre por obter uma vantagem ilícita.

Entre os alvos do esquema esteve o piloto de ralis Bernardo Sousa, marido da influenciadora Bruna Gomes. De acordo com o processo, o arguido decidiu visá-lo porque a mulher era admiradora do piloto, conhecido da participação no programa Big Brother Famosos, da TVI. A tentativa de burla acabou, contudo, por falhar, uma vez que Bernardo Sousa não se deixou enganar.

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