GNR deteve em sete meses 155 suspeitos atearem incêndios florestais

A GNR deteve, nos primeiros quase sete meses deste ano, 155 suspeitos da prática do crime de incêndio florestal, depois de em 2025 ter registado 5.301 crimes ligados a este delito, foi revelado esta terça-feira.

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Na data em que se assinala o Dia Mundial da Conservação da Natureza, a GNR refere em comunicado que até 27 de julho, segunda-feira, foram detidas 155 pessoas pela prática do crime de incêndio florestal.

A GNR revela também que, no âmbito do combate aos ilícitos ambientais e da salvaguarda da fauna selvagem, registou no ano passado 5.301 crimes de incêndio florestal, 88 crimes de poluição e 11 crimes de danos contra a natureza.

Foram, ainda, recolhidos e recuperados 4.279 animais selvagens, dos quais 2.852 foram entregues ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), destacando-se as aves de rapina noturnas, como corujas e bufos-reais.

Recordando que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), enquanto polícia ambiental nacional, desempenha um papel central na vigilância, fiscalização, notícia e investigação de infrações à legislação de proteção da natureza, do ambiente e do património natural, a GNR sublinha que as ações desenvolvidas pelos militares e civis deste serviço contribuem de forma decisiva para a recuperação de habitats e a salvaguarda de espécies em risco de extinção.

É nesse âmbito, refere a guarda, que a GNR participa no Programa LIFE da União Europeia (Instrumento Financeiro para o Ambiente e a Ação Climática), focado no restauro da natureza, na travagem da perda de biodiversidade e na transição para uma economia sustentável e neutra para o clima.

São exemplo desses projetos o LIFE Lynxconnect que visa o aumento da população de Lince-ibérico e o reforço da conectividade entre as subpopulações de Portugal e Espanha, bem como o LIFE Aegypius Return: centrado na proteção do Abutre-preto, espécie classificada com o estatuto de “criticamente em perigo”.

A guarda destaca também o LIFE Wild Wolf que tem como objetivo capacitar as autoridades na gestão e prevenção de conflitos entre a atividade humana e o Lobo-ibérico, promovendo a coexistência e preservando a natureza selvagem da espécie, ou o LIFE Rupis, um projeto focado no reforço das populações de Britango (Abutre-do-Egito) e Águia-de-Bonelli no Douro Internacional.

“A Guarda, através do SEPNA, reafirma o seu compromisso diário na defesa do património natural, da biodiversidade e da segurança ambiental de todos os cidadãos”, indica a GNR.

Para denúncias de infrações ambientais devem ser considerados os seguintes contactos: Linha SOS Ambiente e Território: 808 200 520, denúncia ‘online’ no portal institucional em www.gnr.pt ou o correio eletrónico sepna@gnr.pt.

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