Consultora do caos nos exames já recebeu 2,65 milhões do Estado

Deloitte Technology somou quatro contratos públicos este ano, três deles celebrados em apenas duas semanas. Já o contrato assinado para resolver os problemas nos exames nacionais continua envolto em segredo.

© Folha Nacional

A consultora privada chamada pelo Ministério da Educação para responder ao caos nos exames nacionais já arrecadou, só este ano, 2,65 milhões de euros em contratos públicos. A Deloitte Technology celebrou quatro contratos com a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), três dos quais foram assinados num intervalo de apenas duas semanas, revela o Correio da Manhã.

No entanto, continua por esclarecer o contrato celebrado, por ajuste direto simplificado, entre o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e a mesma consultora para resolver os problemas técnicos que marcaram a realização dos exames nacionais.

O Ministério da Educação, liderado por Fernando Alexandre, mantém sob reserva os detalhes dessa contratação. Até ao momento, não divulgou o valor do contrato nem as condições em que foi adjudicado, mantendo sem resposta questões sobre uma contratação realizada na sequência de uma das maiores crises recentes do sistema nacional de exames.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.