A Grande Lisboa viveu uma madrugada de domingo marcada por vários episódios de violência que deixaram, pelo menos, oito homens feridos. Em poucas horas, quatro pessoas foram esfaqueadas e outras quatro atingidas a tiro em ocorrências registadas nos concelhos de Loures, Lisboa e Amadora, avança o Correio da Manhã (CM).
O primeiro caso ocorreu pouco depois da meia-noite, na Rua Pero Escobar, no Bairro da Quinta do Mocho, em Sacavém. Quatro homens foram esfaqueados, três dos quais sofreram ferimentos considerados graves. As circunstâncias em que ocorreu o ataque estão a ser investigadas pelas autoridades.
As vítimas foram transportadas para os hospitais de São José, Santa Maria e São Francisco Xavier, em Lisboa.
Cerca de duas horas depois, a violência voltou a fazer uma vítima. Pelas 01h50, a PSP foi chamada ao Bairro do Talude Militar, também no concelho de Loures, onde um homem de 30 anos foi baleado durante uma festa.
Atingido num braço e numa perna, o homem foi inicialmente transportado por amigos até ao quartel dos Bombeiros de Camarate, seguindo depois para o Hospital de São José, em estado grave.
Tiros em festa com cerca de 50 pessoas
Horas mais tarde, já em Lisboa, uma festa com cerca de 50 pessoas, na Rua de Cabo Verde, terminou igualmente com disparos, segundo o CM.
Um homem de 39 anos foi atingido numa perna e deu entrada no Hospital de São Francisco Xavier pelas 07h05. Numa rua próxima do local, as autoridades encontraram ainda uma viatura com duas perfurações provocadas por arma de fogo.
A sucessão de episódios violentos prolongou-se até à manhã. Pelas 08h15, dois jovens, de 23 e 26 anos, deram entrada no Hospital Amadora-Sintra com ferimentos provocados por disparos.
Os dois homens terão sido baleados durante uma desordem na Cova da Moura, na Amadora, apresentando ferimentos na cabeça, nas costas e nos membros superiores. Apesar da gravidade das lesões, não corriam perigo de vida.
Em poucas horas, quatro homens foram esfaqueados e outros quatro baleados em diferentes pontos da Grande Lisboa. As autoridades investigam agora as circunstâncias das várias ocorrências e procuram identificar os responsáveis pelos ataques.