Em comunicado publicado na página da Internet da Procuradoria da República da Comarca de Portalegre, consultado pela agência Lusa, o Ministério Público (MP) revelou que os factos relacionados com estes quatro arguidos indiciados por tráfico de droga “ocorreram desde, pelo menos, agosto de 2023 até dezembro de 2024”.
“Neste período, os arguidos dedicavam-se diretamente, ou através de terceiros, à venda de produto de estupefaciente, nomeadamente, canábis (resina e liamba) e MDMA”, pode ler-se.
Contactada pela Lusa, fonte judicial acrescentou que três dos arguidos foram detidos em 02 de agosto de 2023 e foram presentes, no dia seguinte a primeiro interrogatório judicial, após o qual saíram em liberdade.
Já o outro arguido, o homem de 46 anos, alegadamente o cabecilha da rede, quando foi relacionado com este caso já se encontrava em prisão preventiva no âmbito de outro processo judicial, medida de coação que se mantém, disse.
A mesma fonte acrescentou que os factos que sustentam o processo judicial ocorreram no concelho de Portalegre.
De acordo com o comunicado do MP, “as diligências efetuadas no âmbito do inquérito permitiram detetar uma estufa na residência de um dos arguidos, bem como armas de fogo e várias embalagens de substâncias ilícitas”.
“Foram ainda apreendidos dois veículos automóveis furtados em Espanha [e] que circulavam em Portugal com matrículas falsas”, indicou.
O inquérito foi dirigido pelo Ministério Público de Portalegre.