“O que esconde Nuno Melo?”: Ventura exige respostas sobre negócio das fragatas

Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”

© Folha Nacional

André Ventura acusou Luís Montenegro de viver numa “realidade paralela” e de ter centrado o discurso de domingo na Educação para evitar assumir responsabilidades pelos problemas que marcaram o setor, nomeadamente o “caos” nos exames e os mais de 10.500 alunos que ficaram sem colocação.

O presidente do segundo maior partido criticou ainda os anúncios feitos pelo primeiro-ministro, considerando “constrangedor” apresentar como novidade medidas que, segundo afirmou, já tinham sido anunciadas anteriormente.

“Eu não acredito que o Governo, que não consegue isentar os alunos de uma taxa de avaliação, que não consegue garantir vagas nas creches e nas escolas, nos está a fazer querer que a grande reforma que vai fazer é uma universidade em Bragança”, afirmou.

“O que esconde Nuno Melo?”

Ventura apontou depois à Defesa e exigiu que o Governo esclareça os custos associados à aquisição das novas fragatas, insistindo que continuam por conhecer elementos essenciais do negócio.

“O que esconde Nuno Melo? Como vamos pagar? Com que juros? Isto é pedir muito?”, questionou, acusando o Executivo de adotar a mesma postura que atribui ao ministro da Administração Interna: “Só mostra que a escola Luís Neves tomou conta do Governo”.

CHEGA decide moção de censura

Sobre Luís Neves, Ventura confirmou que os órgãos políticos e parlamentares do CHEGA vão reunir-se para decidir se avançam com uma moção de censura ao Governo.

O líder do partido considerou positivo que o ministro preste novos esclarecimentos, mas voltou a exigir respostas e questionou o que classificou como silêncio do Ministério Público. “A qualquer político são exigidas respostas. Porque é que a Luís Neves não?”

Ventura voltou ainda a defender a comissão parlamentar de inquérito como instrumento para esclarecer as polémicas relacionadas com o governante e terminou com uma provocação particularmente dura: “Tem o carro de um traficante, as armas da PJ aparecem com o traficante… só falta vermos o ministro a passar droga!”

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