O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, pediu à Polícia Municipal que retire pendões do CHEGA dirigidos ao ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A polémica não é nova. Em julho, a Polícia Municipal apreendeu um outdoor que estava a ser instalado junto à Assembleia da República, justificando a intervenção com a abertura de buracos no passeio sem autorização.
O painel mostrava o primeiro-ministro, Luís Montenegro, com os olhos e a boca tapados, acompanhado da mensagem: “Portugal a arder. Caos nos exames. Almada sem água. Onde está o Governo?”
O CHEGA considerou a atuação das autoridades uma tentativa de limitar a liberdade de expressão e impedir a divulgação da sua mensagem política, tendo avançado com uma queixa-crime contra a Câmara de Lisboa e a Polícia Municipal.
Em maio, o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa aceitou provisoriamente uma providência cautelar apresentada pelo CHEGA, suspendendo uma ordem municipal para a retirada de outro outdoor do partido enquanto o processo era apreciado.
Carlos Moedas exige agora a remoção dos pendões serem dirigidos a Luís Neves, numa altura em que tem saído publicamente em defesa do governante, apesar de continuar a pressionar o Executivo para reforçar o policiamento na capital.