A pressão sobre quem procura casa para arrendar voltou a aumentar. Entre abril e junho, os novos contratos foram assinados por um valor mediano de 10,17 euros por metro quadrado, uma subida de 10,2% face ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), consultados pelo ECO Online.
O ritmo de subida acelerou. No primeiro trimestre, o aumento homólogo tinha sido de 9,1%. Comparando apenas com os primeiros três meses deste ano, as novas rendas encareceram 7,5%.
E não houve praticamente escapatória geográfica: os valores aumentaram em todas as sub-regiões do país.
A Grande Lisboa continua a liderar a tabela, salienta a mesma fonte, com uma renda mediana de 15,24 euros por metro quadrado, seguida da Madeira (12,78 euros), Península de Setúbal (11,99 euros), Algarve (11,56 euros) e Área Metropolitana do Porto (10,83 euros).
Foi, contudo, no Alentejo Litoral que as rendas mais aceleraram, com uma subida de 21,6% num ano. Seguiram-se Trás-os-Montes (17,6%), Madeira (17,4%) e Lezíria do Tejo (17%).
Lisboa continua a ser a mais cara
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, as rendas aumentaram em todos. Lisboa manteve-se como o concelho mais caro para quem assinou um novo contrato, atingindo 17,79 euros por metro quadrado, apesar de a subida homóloga de 5,1% ter ficado abaixo da média nacional.
Guimarães registou o maior aumento entre os grandes municípios: 20,7%, para 7,87 euros por metro quadrado.
No segundo trimestre foram celebrados 35.407 novos contratos de arrendamento, praticamente o mesmo número registado um ano antes.
O retrato dos últimos 12 meses confirma a tendência, revela o ECO. Nos 151.181 contratos celebrados até junho de 2026, a renda mediana nacional situou-se nos 9,76 euros por metro quadrado, mais 9,4% do que no período homólogo.
Lisboa voltou a ocupar o primeiro lugar, com 17,43 euros por metro quadrado, seguida de Cascais (16,83 euros) e Oeiras (15,75 euros).