O presidente do CHEGA, André Ventura, confrontou esta quarta-feira o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sobre os impostos que pesam no preço dos combustíveis, voltando a exigir ao Governo uma redução do IVA.
“Este é o maior roubo fiscal da história deste Governo”, acusou o presidente do CHEGA, responsabilizando o Executivo pela carga fiscal suportada por quem abastece.
Ventura tem defendido a redução do IVA aplicado aos combustíveis e argumentado que a elevada componente fiscal impede que os portugueses sintam um alívio mais significativo na bomba. Em setembro, o líder do CHEGA afirmou que entre 47% e 55% do preço pago pelos consumidores corresponde a impostos.
O Governo tem seguido outra estratégia. Em vez de reduzir a taxa do IVA, tem recorrido a alterações do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), incluindo através do mecanismo que procura compensar aumentos da receita fiscal provocados pela subida dos preços.
No confronto com Miranda Sarmento, Ventura insistiu no impacto que os preços dos combustíveis estão a ter nos orçamentos familiares.
“Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, afirmou.