A mesquita Hazrat Hamza, no Porto, poderá continuar a funcionar no atual edifício até 31 de dezembro de 2027 sem pagar um único euro de renda.
Segundo o Jornal de Notícias, a proposta foi apresentada esta segunda-feira, 2 de novembro, por Avelino Pedro Pinto, diretor-executivo do grupo Lionesa, proprietário da Livraria Lello, durante uma reunião com o presidente do Centro Cultural Muçulmano do Porto, Alam Kazol.
A solução permitiria adiar a saída da comunidade muçulmana durante cerca de 14 meses, ficando os ocupantes dispensados de qualquer pagamento de renda até à entrega do imóvel.
A proposta surge numa altura em que a Câmara Municipal do Porto exige a regularização de um conjunto de irregularidades urbanísticas no edifício, que, segundo a proprietária, já existiam antes da aquisição.
A autarquia considera necessária a desocupação do espaço para que os trabalhos de regularização possam avançar. Por esse motivo, a permanência temporária da mesquita dependerá também do enquadramento legal e da aceitação municipal.
Apesar da possibilidade de continuar a utilizar o imóvel sem pagar renda durante mais de um ano, os responsáveis pela mesquita ainda não decidiram se vão aceitar a proposta. A resposta deverá ser comunicada durante esta semana.