Covid-19: Administração da ULS Baixo Alentejo vai ser julgada em Beja devido a vacinas

O conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo vai ser julgado por abuso de poder, em Beja, pela vacinação contra a covid-19 dos seus membros e de funcionários não incluídos em grupos prioritários.

O julgamento envolve seis arguidos e está previsto começar em 13 de fevereiro, às 09:30, decorrendo no juízo local criminal do Tribunal de Beja, indicou hoje à agência Lusa fonte judicial.

O despacho de acusação foi deduzido em 28 de fevereiro de 2022.

No passado dia 14 de dezembro, o juiz marcou o julgamento para 13 de fevereiro, assim como mais duas sessões, para os dias 17 (09:30) e 24 (14:00) do mesmo mês, disse a mesma fonte.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), consultado hoje pela Lusa, os arguidos são os seis elementos que, no final de 2020 e em 2021, faziam parte do conselho de administração (CA) da ULSBA, sediada em Beja.

Maria da Conceição Margalha, presidente do CA e diretora clínica para a área dos cuidados de saúde primários, José Aníbal Soares, vogal executivo e diretor clínico para a área dos cuidados hospitalares, e Joaquim Brissos, vogal executivo e enfermeiro diretor, são três dos arguidos.

Os outros são os vogais executivos Manuel Soares, Patrícia Ataíde e Iria Velez, sendo que estas duas últimas já não integram o conselho de administração da ULSBA, cujo mandato terminou em 31 de dezembro de 2022, embora se mantenha em funções.

De acordo com o MP, os seis arguidos estão acusados em coautoria material e na forma consumada de um crime de abuso de poder por, no início de 2021, alegadamente terem elaborado um ‘mapa’ que permitiu vacinar quatro dos membros do CA e “centenas” de outros funcionários não pertencentes a grupos prioritários de vacinação.

Últimas do País

O homem acusado de ter matado uma mulher a tiro na sequência de uma discussão no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, em dezembro de 2024, foi hoje condenado a 18 anos de prisão.
Professores relataram hoje dezenas de falhas relacionadas com o processo de correção dos exames nacionais, num cenário que descrevem de “caos”, e exigem esclarecimentos por parte da tutela e o apuramento de responsabilidades.
Um homem, de 38 anos e de nacionalidade estrangeira, foi detido por falsificação de centenas de contratos de arrendamento na Área Metropolitana do Porto, alegadamente para auxílio à imigração ilegal, indicou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Um em cada quatro alunos inscritos num curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) abandonou o ensino superior um ano após ter entrado, segundo dados do portal Infocursos, que revela ainda mais desistências no ensino privado.
Lisboa está a assistir ao crescimento de um fenómeno pouco habitual: grupos de cidadãos que decidiram passar à ação para identificar e perseguir carteiristas nas zonas mais turísticas da cidade. O aumento destes movimentos surge numa altura em que muitos moradores e comerciantes se mostram frustrados com aquilo que consideram ser um sentimento de impunidade em torno deste tipo de criminalidade.
Em apenas quatro anos, Portugal duplicou o peso da população estrangeira e passou a integrar o grupo dos dez países da União Europeia com maior proporção de residentes estrangeiros. Hoje, um em cada sete habitantes é cidadão de outra nacionalidade.
O número de pessoas sem médico de família aumentou em 41 mil em 2025, com o Conselho das Finanças Públicas (CFP) a alertar que esse crescimento acontece no contexto "particularmente relevante" de envelhecimento dos especialistas dessa área.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou hoje ter apreendido 63 armas de fogo em 61 operações de fiscalização em armeiros, entre 22 e 26 de junho, empregando 105 operacionais em todos os comandos territoriais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou mais de 2.300 furtos em residências neste ano e alertou para as “férias de verão, períodos em que muitas habitações ficam temporariamente desocupadas”.
A Associação de Empresas de Medicina do Trabalho alertou hoje que a falta de médicos está a impedir o cumprimento da lei e apelou ao Governo para adotar medidas urgentes que evitem sanções às empresas por atrasos nas consultas.