TAP: Antigo ministro da Economia Pires de Lima ouvido hoje na comissão de inquérito

© gov.pt

António Pires de Lima, ministro da Economia entre 2013 e 2015, durante o governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, vai ser hoje ouvido na comissão de inquérito à TAP, sobre a privatização da companhia aérea.

Esta é a segunda vez em pouco tempo que o antigo ministro vai ao parlamento prestar esclarecimentos sobre a TAP, depois de ter sido ouvido, no início de abril, na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, no âmbito de um requerimento do PS.

António Pires de Lima era ministro da Economia quando o consórcio Atlantic Gateway – composto pelos acionistas David Neeleman e o empresário português Humberto Pedrosa – venceu a privatização da TAP, uma operação consumada em 12 de novembro de 2015, dois dias depois de o governo PSD/CDS-PP ter sido derrubado por uma coligação do PS, PCP, BE e PEV, que detinham maioria na formação pós-eleitoral da assembleia.

A operação foi parcialmente revertida pelo governo liderado por António Costa (PS), voltando o Estado a deter uma participação maioritária na empresa, mas mantendo a gestão privada da Atlantic Gateway.

Na audição em abril, Pires de Lima garantiu ser falso e injurioso ter autorizado ou sido condescendente com a compra de aviões para a TAP acima do preço justo de mercado, negando qualquer responsabilidade na aquisição de aviões que tenha prejudicado a companhia área e afastando a ideia de um negócio ruinoso.

Segundo notícia do Eco, divulgada no início de fevereiro deste ano, a sociedade DGN, liderada por Neeleman, selou um memorando de entendimento com a Airbus, que implicava que a TAP desistisse de um contrato para o ‘leasing’ de 12 aviões A350 e adquirisse antes 53 aeronaves de uma nova gama, por um valor em cerca de 254 milhões de dólares acima do valor de mercado.

O jornal avançava ainda que a Airbus iria providenciar créditos de capital à DGN, no valor de 226,75 milhões de dólares, para serem canalizados para a TAP através da Atlantic Gateway.

O antigo ministro da Economia negou também que nas primeiras abordagens da Atlantic Gateway à privatização da TAP existisse referência à utilização de fundos da Airbus.

“Essa hipótese só foi formalizada pela Atlantic Gateway numa carta à Parpública, no dia 16 de outubro [de 2015], e onde constava já a garantia de que os aviões que iam ser comprados iam ser comprados com uma poupança relativamente ao que consideram o preço de mercado de 233 milhões de euros”, afirmou.

Últimas de Economia

O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".