Obras da maternidade do Santa Maria começam em setembro e acabam em março

© CM-Odivelas

O Hospital Santa Maria, em Lisboa, garante que os preparativos para as obras da nova maternidade arrancam em agosto, os trabalhos estarão no terreno em setembro e estarão concluídos até final de março de 2024.

O conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), que integra o Santa Maria, refere numa informação enviada à Lusa que já escolheu a empresa que vai construir a nova maternidade e sublinha que, como as obras vão decorrer em diversos locais em simultâneo, não é possível manter o serviço aberto.

O projeto de renovação da área maternoinfantil do Hospital Santa Maria “será acompanhado da ampliação do internamento de pós-parto e da expansão da capacidade do Serviço de Neonatologia, num investimento global superior a seis milhões de euros”.

O CHULN recorda que, no âmbito deste projeto, está prevista a remodelação da urgência de obstetrícia e ginecologia e a construção de 12 novos quartos de parto, dois blocos operatórios e uma sala de observações na nova maternidade, num total de cerca de 1.000 metros quadrados de área nova a ser construída.

Está também prevista a remodelação e ampliação do internamento de puérperas, no piso 5 do Hospital Santa Maria, a remodelação das instalações para a ecografia obstétrica, que passará a funcionar na área do atual bloco de partos, localizado no piso 6, e a expansão do Serviço de Neonatologia.

Questionado pela Lusa sobre se a ampliação do serviço implicará a contratação de mais meios humanos, fonte do hospital respondeu que essas necessidades serão avaliadas em articulação com a Direção Executiva do SNS.

As obras de construção da nova maternidade de Santa Maria têm estado no centro de uma polémica que envolve os profissionais de saúde do serviço de ginecologia e obstetrícia e já levou a exoneração, no mês passado, do diretor do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução, Diogo Ayres de Campos, e da diretora do Serviço de Obstetrícia, Luísa Pinto.

Os médicos do serviço têm pedido a recondução de Ayres de Campos e Luísa Pinto, insistindo na “total confiança” nestes profissionais.

Na quarta-feira, aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, Ayres de Campos disse que não houve qualquer razão técnico-científica para justificar as exonerações, admitindo razões políticas para tal decisão.

Recordou que o lugar que ocupava, assim como o da diretora do Serviço de Obstetrícia, “são lugares técnico-científicos e não são de nomeação política”.

“Para se ser diretor de um departamento, tem de se submeter a um concurso, avalia-se a capacidade técnica, de divulgação científica, de internacionalização, e um hospital universitário como Santa Maria tem de ter essas capacidades presentes. Não havendo razão técnico científica para a exoneração, pode haver provavelmente razões politicas”, disse o especialista.

Últimas do País

A urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal vai começar a funcionar a partir do dia 15 de abril, anunciou hoje o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A PSP deteve hoje sete pessoas e apreendeu diversas armas, 11,5 quilogramas de droga e 42 mil euros em dinheiro, numa operação especial de prevenção da criminalidade, indicou o comandante da divisão de Setúbal.
A Entidade para a Transparência (EpT) esclareceu hoje que já iniciou as diligências para incluir todos os elementos que solicitou na declaração única do primeiro-ministro, mas salientou que essa publicação depende da colaboração de Luís Montenegro.
Uma mancha de poluição de origem desconhecida foi hoje detetada no interior do porto da Horta, na ilha do Faial, nos Açores, revelou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
A GNR deteve na terça-feira no distrito da Guarda um cidadão francês suspeito do duplo homicídio de duas mulheres, que os media franceses dizem ter sido hoje encontradas mortas na fronteira com Espanha.
O Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira indicou hoje ter sinalizado 224 ocorrências no arquipélago entre 17 de março e terça-feira, devido ao mau tempo causado pela passagem da depressão Therese, com registo de quatro desalojados.
O setor agrícola português, nas últimas três décadas, passou de 430.000 para 220.000 trabalhadores, sendo que quatro em cada 10 são estrangeiros, mas a produtividade mais do que duplicou, segundo um estudo revelado esta quarta-feira.
Os colégios de educação especial ainda não receberam a atualização de 10% das verbas atribuídas pelo Governo, anunciada em janeiro, dizem viver numa situação financeiramente insustentável e alertam que o próximo ano letivo poderá estar em causa.
Diversas sociedades científicas alertam para o aumento dos doentes que não cumprem a medicação e omitem a informação do médico, sobretudo os mais novos, porque julgam ter menor risco, pedindo maior aposta na literacia.
A investigação surge na sequência de declarações do presidente da autarquia, Rui Cristina (CHEGA), sobre critérios na atribuição de habitação social à comunidade cigana.