Bancos endurecem condições de crédito no 2.º trimestre

O Banco Central Europeu (BCE) informou hoje que os bancos endureceram os padrões de todos os tipos de crédito, a empresas e famílias, no segundo trimestre, pela perceção de um risco maior e aumento das taxas de juro.

O BCE disse também que baixou a procura de crédito, tanto de empresas como de particulares.

Cerca de 14% dos bancos sondados pelo BCE disseram ter reforçado as condições de crédito a empresas no segundo trimestre (cerca de 27% endureceram as condições no primeiro trimestre).

Numa perspetiva histórica, “o endurecimento acumulado desde o início de 2022 foi substancial” e os resultados desta sondagem mostram um “enfraquecimento significativo dos empréstimos” desde o outono, disse o BCE.

O BCE fez este inquérito, que realiza quatro vezes ao ano para compreender melhor os empréstimos dos bancos, entre 19 de junho e 04 de julho junto de 158 bancos da zona euro.

Os bancos também endureceram substancialmente os padrões de crédito às famílias para a compra de casa.

Cerca de 8% dos bancos disseram que tornaram mais rigorosas as condições dos empréstimos para a compra de casa (cerca de 19% já o tinham feito no primeiro trimestre).

Segundo o inquérito, os bancos da zona do euro preveem apertar um pouco mais as condições de crédito para empresas e consumidores no terceiro trimestre e manter os padrões de crédito imobiliário.

Últimas de Economia

Todas as cidades das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, assim como da região do Algarve, tornaram-se "inacessíveis" para uma família de rendimento médio que queira arrendar casa pela primeira vez, conclui um estudo da Century 21.
O dinheiro colocado pelos clientes particulares em depósitos atingiu 144,3 mil milhões de euros em 2025, o valor máximo desde 2003, o início da série, segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
Os bancos emprestaram 23,3 mil milhões de euros em crédito à habitação em 2025, mais 5.900 milhões de euros do que em 2024 e o valor mais elevado desde 2014 (o início da série), segundo o Banco de Portugal.
Cerca de 116 mil clientes da E-Redes continuavam esta terça-feira às 12:00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.
O presidente da estrutura de missão para responder aos efeitos da depressão Kristin afirmou hoje que a plataforma para pedir apoios para a reconstrução das casas afetadas deverá ficar disponível online entre hoje e quarta-feira.
O mês de janeiro de 2026 teve o maior consumo de energia elétrica de sempre registado no sistema nacional, segundo avançou hoje a REN - Redes Energéticas Nacionais.
O preço mediano dos 41.117 alojamentos familiares transacionados no terceiro trimestre de 2025 foi de 2.111 euros por metro quadrado, mais 16,1% que no mesmo período de 2024 e 2,2% acima do trimestre anterior, divulgou hoje o INE.
O Estado anunciou ajuda, mas o dinheiro não chegou a quem precisava. Em 2025, 1,2 milhões de euros destinados à botija de gás ficaram por gastar, apesar do aumento do preço e do recorde de beneficiários. Um apoio que existe no papel, mas falha na vida real.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 332,3 milhões de euros em 2025, com um aumento de 37,4 milhões de euros face ao ano anterior, foi anunciado.
A empresa que gere o SIRESP vai receber este ano uma indemnização compensatória de 26 milhões de euros para garantir a gestão, operação e manutenção da rede de comunicações de emergência e segurança do Estado, anunciou hoje o Governo.