Bancos endurecem condições de crédito no 2.º trimestre

O Banco Central Europeu (BCE) informou hoje que os bancos endureceram os padrões de todos os tipos de crédito, a empresas e famílias, no segundo trimestre, pela perceção de um risco maior e aumento das taxas de juro.

O BCE disse também que baixou a procura de crédito, tanto de empresas como de particulares.

Cerca de 14% dos bancos sondados pelo BCE disseram ter reforçado as condições de crédito a empresas no segundo trimestre (cerca de 27% endureceram as condições no primeiro trimestre).

Numa perspetiva histórica, “o endurecimento acumulado desde o início de 2022 foi substancial” e os resultados desta sondagem mostram um “enfraquecimento significativo dos empréstimos” desde o outono, disse o BCE.

O BCE fez este inquérito, que realiza quatro vezes ao ano para compreender melhor os empréstimos dos bancos, entre 19 de junho e 04 de julho junto de 158 bancos da zona euro.

Os bancos também endureceram substancialmente os padrões de crédito às famílias para a compra de casa.

Cerca de 8% dos bancos disseram que tornaram mais rigorosas as condições dos empréstimos para a compra de casa (cerca de 19% já o tinham feito no primeiro trimestre).

Segundo o inquérito, os bancos da zona do euro preveem apertar um pouco mais as condições de crédito para empresas e consumidores no terceiro trimestre e manter os padrões de crédito imobiliário.

Últimas de Economia

O aumento do custo de vida está a ter impacto no dia a dia dos portugueses, com 53% dos consumidores a apontar uma diminuição do seu poder de compra, nos últimos 12 meses, de acordo com um estudo.
Trabalhadores e pensionistas vão receber mais dinheiro em novembro graças à redução de 50% na retenção de IRS. Contudo, o alívio imediato poderá traduzir-se em reembolsos inferiores ou em imposto adicional a pagar no próximo ano, quando forem acertadas as contas com o Fisco.
A Lufthansa apresentou uma proposta de 1201 milhões de euros por 49,9% da TAP, ultrapassando a oferta da Air France-KLM. O CHEGA responsabiliza os governos de Costa e Montenegro pela condução do processo e exige garantias para os trabalhadores e as Regiões Autónomas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 70 cêntimos, fixando-se nos 256,26 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor. O aumento é o segundo consecutivo, com o cabaz a atingir o valor mais alto desde o início do ano.
O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.
A despesa pública com deslocações e estadias deverá atingir os 133,8 milhões de euros no próximo ano. Numa altura em que o Orçamento do Estado volta a colocar as contas públicas no centro do debate, os ministérios da Educação, Defesa e Negócios Estrangeiros concentram as maiores verbas destinadas a viagens e alojamento.
O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.