PAN de ‘portas abertas’ a coligação pós-eleitoral na Madeira

 A cabeça de lista do PAN às legislativas da Madeira, Mónica Freitas, afirmou hoje que o seu partido não fechará portas a uma coligação pós eleitoral com o PSD e o CDS, que venceram as eleições sem maioria absoluta.

© Facebook/Mónica Freitas

“As portas estão todas abertas”, afirmou Mónica Freitas, eleita hoje como deputada pelo PAN (Pessoas-Animais-Natureza), aludindo à possibilidade de se coligar com o “Somos Madeira”, coligação que venceu as eleições mas não conseguiu assegurar a maioria absoluta.

O PAN “terá que pensar a sua decisão, mas para já é essa a mensagem que queremos transmitir”, afirmou Mónica Freitas, aos jornalistas no final do discurso com que celebrou a sua eleição e o regresso do partido à Assembleia Legislativa da Madeira.

O Compromisso partido “será sempre com os madeirense e os porto-santenses”, garantiu afirmando que seu objetivo é o de “poder defender” as causas que propôs ao eleitorado e garantindo que irá trabalhar no sentido de levar as suas propostas ao Parlamento.

Eleita hoje deputada na Assembleia Legislativa da Madeira Mónica Freitas celebrou, no deu discurso, “o poder do trabalho de equipa, da dedicação incansável e da crença inabalável” no projeto com que se candidatou.

“Obrigada por nos darem uma oportunidade de fazer diferente, por nos fazerem acreditar que é possível fazer política de outra maneira”, disse, sublinhado que “esta eleição é de todas as pessoas que se identificam com as causas e que querem vê-las representadas no Parlamento”.

Dedicando a eleição a “todas as pessoas que acreditam numa Madeira mais sustentável, justa, inclusiva e em que ninguém fique para trás”, prometeu ainda “trabalhar incansavelmente” para garantir que as propostas do PAN “são levadas ao Parlamento”, para que “seja dada voz a quem não tem voz”, e para que a oportunidade dada ao partido “seja aproveitada até ao fim do mandato”.

Esta é a quarta vez que o PAN concorre a eleições legislativas regionais na Madeira.

Nas primeiras eleições em que concorreu, em 2011, alcançou um mandato, mas nas seguintes falhou a conquista de mandatos, recuperando agora com a eleição de Mónica Freitas.

Últimas de Política Nacional

André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".
André Ventura acusou esta quinta-feira PS e PSD de bloquearem a investigação parlamentar aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. No debate de urgência na Assembleia da República, o presidente do CHEGA apontou diretamente a Aguiar-Branco e denunciou aquilo que considera ser uma tentativa de proteger o atual ministro da Administração Interna do escrutínio parlamentar.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves toma posse no dia 14, mas o entendimento parlamentar que limita a duas as CPI em funcionamento pode travar o arranque dos trabalhos. Ventura contesta uma regra que não está "nem na lei nem na Constituição".
PS e PSD chegaram a um entendimento para que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves sejam suspensos enquanto estiverem em funcionamento outras duas comissões de inquérito. A solução adia, na prática, o arranque pleno da investigação parlamentar pretendida pelo CHEGA à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.
André Ventura acusou esta terça-feira o presidente da Assembleia da República de estar a atrasar a Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. O líder do CHEGA diz que o partido já aceitou sucessivas limitações e desafia Aguiar-Branco a explicar por que razão a comissão ainda não avançou.
André Ventura anunciou este sábado, em Coimbra, que vai assumir pessoalmente a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. Líder do CHEGA promete uma investigação “até ao fim”, garante que não haverá bloqueios aos restantes partidos e deixa um aviso: “Não deixarei que Luís Neves, nem outros Luís Neves, sejam bloqueadores da verdade.”
André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.