Cavaco Silva representa Portugal no funeral de ex-Presidente italiano Giorgio Napolitano

O antigo Presidente da República Cavaco Silva vai representar Portugal nas cerimónias fúnebres do ex-chefe de Estado italiano Giorgio Napolitano, que morreu na sexta-feira com 98 anos, segundo o seu gabinete.

© Presidência da República

O pedido para representar Portugal no funeral de Giorgio Napolitano, que vai ocorrer na terça-feira, foi feito pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, refere o gabinete de Cavaco Silva.
“Ao longo dos mandatos temporalmente quase coincidentes como Presidentes da República de Portugal e de Itália, o Presidente Cavaco Silva encontrou-se com o Presidente Napolitano em múltiplas ocasiões, desde logo nas reuniões da COTEC Europa e nas Cimeiras de Arraiolos, tendo mantido uma relação de proximidade e estima”, refere ainda a nota do gabinete do ex-chefe de Estado.Giorgio Napolitano, que estava internado há tempos numa clínica de Roma, morreu na sexta-feira, aos 98 anos, segundo a agência italiana ANSA.

No mesmo dia, Marcelo Rebelo de Sousa enviou ao homólogo italiano uma mensagem de “sentidas condolências” em que considerou que o antigo chefe de Estado de Itália se distinguiu como “farol de estabilidade, tendo desempenhado um papel crucial em momentos difíceis da política italiana e europeia, guiando-se firmemente pelos valores democráticos”.

Para o chefe de Estado português, Giorgio Napolitano será recordado, “em Portugal e na Europa, como um verdadeiro estadista e um importante europeísta, que dedicou a sua vida à Itália e à Europa”.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA apresentou 712 propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2027, liderando o número de iniciativas submetidas pelos partidos. O pacote inclui medidas relacionadas com o custo de vida, a fiscalidade, a habitação e as pensões, que serão agora discutidas no Parlamento.
A mais recente sondagem Expresso/SIC revela um cenário de forte descontentamento com o Governo de Luís Montenegro. Três em cada quatro portugueses (75%) avaliam negativamente o desempenho do Executivo, dos quais 53% consideram a governação «má» e 22% «muito má».
André Ventura lançou um canal no WhatsApp para reforçar a mobilização dos seus apoiantes e intensificar a comunicação direta com os seus seguidores. A iniciativa, acompanhada pelo lema «Chegou a hora de combater o sistema», já ultrapassou os 16 mil seguidores.
A reforma de Mário Centeno, aos 59 anos, com uma pensão de cerca de 10 mil euros brutos mensais, leva o CHEGA a questionar as desigualdades no sistema de pensões: enquanto alguns responsáveis públicos conseguem reformar-se mais cedo e com valores elevados, a maioria dos portugueses tem de esperar até aos 66 anos e nove meses, recebendo, em muitos casos, pensões de apenas algumas centenas de euros.
O presidente do CHEGA critica o aumento dos encargos fiscais, incluindo o IMI, e acusa o Executivo de não romper com as políticas socialistas, defendendo medidas que permitam aliviar os rendimentos das famílias.
André Ventura considera que o Orçamento do Estado para 2027 não responde ao aumento dos custos da habitação, da alimentação e dos combustíveis. "Este é um Orçamento do Estado em que o Governo não consegue reconhecer o momento de dificuldade que os portugueses vivem", afirmou o líder do CHEGA.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (PS), defendeu um bloco central entre PS e PSD para travar o CHEGA. Partido liderado por André Ventura poderá mesmo vencer as próximas eleições.
Isaltino Morais admite que André Ventura possa chegar a primeiro-ministro e aponta uma aproximação entre PS e PSD como forma de travar esse cenário. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras defendeu uma convergência entre os dois partidos para impedir a chegada do líder do CHEGA ao Governo.
PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.