Apenas 15 professores selecionados para 11 casas com renda acessível

Apenas 15 dos 388 professores candidatos foram selecionados para o programa de apoio ao arrendamento, tendo sido atribuídos 11 apartamentos em Lisboa e Algarve, anunciou o Ministério da Educação.

©facebook.com/SindicatodeTodososProfissionaisEducacao

 

De acordo com a lista de docentes, publicada hoje na página da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), foram selecionados oito docentes para apartamentos disponíveis em Portimão e outros sete em Lisboa.

Em comunicado, o Ministério da Educação refere que aos 15 docentes foram atribuídos 11 apartamentos, entre T0 e T4, ao abrigo do Programa de Apoio ao Arrendamento, entre a DGAE e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

O número de professores selecionados é, no entanto, significativamente inferior ao de candidatos (388), ficando também abaixo do total de apartamentos protocolados, que seriam 14 em Lisboa e 15 em Portimão.

As 29 casas protocoladas entre a DGAE e o IHRU destinavam-se tanto a professores e profissionais da saúde deslocados, mas o próprio ministro da Educação referiu esse número quando falava no apoio ao alojamento para docentes deslocados, sem precisar quantas casas estariam disponíveis para esses.

A agência Lusa colocou essa questão o Ministério da Educação, mas até ao momento não obteve resposta.

No comunicado enviado às redações, a tutela refere apenas que ao abrigo do regulamento das condições de elegibilidade e hierarquização dos docentes candidatos “não existiu qualquer exclusão”.

“O Ministério da Educação, através da DGAE, mantém contacto com todos os que, tendo ficado colocados nestes Quadros de Zona Pedagógica, apresentaram candidatura mas ficaram sem atribuição”, acrescenta.

O executivo adianta ainda que será disponibilizado, em breve, um prédio de quatro andares em Lisboa, propriedade da Caixa de Previdência do Ministério da Educação, conforme anunciado na semana passada pelo ministro João Costa.

Últimas do País

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.