Euribor a 12 meses sobe para novo máximo e média mensal avança em setembro

A taxa Euribor a 12 meses subiu hoje para 4,228%, um novo máximo desde novembro de 2008, tendo também aumentado a média mensal de setembro, que avançou para 4,149%.

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A taxa Euribor a 12 meses, atualmente a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje para 4,228%, mais 0,007 pontos do que na quinta-feira e um novo máximo desde novembro de 2008.

Depois de ter descido pela primeira vez em agosto face a julho, a média mensal da Euribor a 12 meses subiu para 4,149% em setembro, mais 0,076 pontos que no mês anterior.

A taxa média da Euribor a 12 meses desceu de 4,149% em julho para 4,073% em agosto.

Segundo dados do Banco de Portugal referentes a julho de 2023, a Euribor a 12 meses representava 39,4% do ‘stock’ de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representavam 35,1% e 23,0%, respetivamente.

Em relação aos prazos mais curtos, as Euribor desceram hoje a três meses e mantiveram-se a seis meses face a quinta-feira, mas as médias mensais mantiveram a tendência ascendente dos meses anteriores.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 06 de junho de 2022, manteve-se hoje em 4,125%, o mesmo nível de quinta-feira, contra o atual máximo desde novembro de 2008, de 4,136%, registado em 27 de setembro.

Já a média mensal da Euribor a seis meses aumentou de 3,944% em agosto para 4,030% em setembro, mais 0,086 pontos.

A média mensal da Euribor a seis meses tinha subido ligeiramente em agosto, para 3,944%, contra 3,942% em julho, ou seja um acréscimo de apenas 0,002 pontos.

No caso da Euribor a três meses, esta caiu hoje face à sessão anterior, ao ser fixada em 3,952%, menos 0,003 pontos, depois de ter subido em 25 de setembro para 3,977%, um novo máximo também desde novembro de 2008.

Mas a média mensal da Euribor a três meses foi a que mais subiu em agosto, ao passar de 3,780% em julho para 3,880% em agosto, mais 0,100 pontos percentuais.

Em agosto, a média mensal do prazo mais curto tinha subido 0,108 pontos para 3,780%, contra 3,672% em julho,

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, em 14 de setembro, o BCE voltou a subir, pela décima sessão consecutiva, as suas taxas diretoras, desta vez em 25 pontos base – tal como em 27 de julho, em 15 de junho e 04 de maio –, acréscimo inferior ao de 50 pontos base efetuado em 16 de março, em 02 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas.

Antes, em 27 de outubro e em 08 de setembro, as taxas diretoras subiram em 75 pontos base. Em 21 de julho de 2022, o BCE tinha aumentado, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 26 de outubro, em Atenas.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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