População residente em Portugal em 2022 aumentou graças a saldo migratório positivo

Mais 46.249 pessoas passaram a residir em Portugal em 2022, num ano em que pela sexta vez consecutiva o saldo migratório se manteve positivo e o número de nascimentos aumentou 5,1% face a 2021.

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De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população residente aumentou no ano passado para 10.467.366 pessoas.

“A taxa de crescimento efetivo da população foi positiva (0,44%) pelo quarto ano consecutivo. O acréscimo populacional verificado em 2022 resultou do aumento da taxa de crescimento migratório, para 0,83%, valor mais alto observado desde 2017, já que a taxa de crescimento natural se manteve negativa, em -0,39%”, revela o INE.

As estimativas do INE apontam para que em 2022 tenham entrado em Portugal 117.843 imigrantes permanentes, mais 21,3% do que em 2021, ao mesmo tempo que emigraram 30.954 pessoas, mais 23,4% do que no período homólogo, o que fez com que, pelo sexto ano consecutivo, o saldo migratório tenha sido positivo (86.889 pessoas).

“Do total dos imigrantes permanentes: 62,2% eram homens; 51,2% tinham nacionalidade estrangeira; 59,3% nasceram num país fora da União Europeia; 70,2% residiam anteriormente num país Extra-União Europeia; e 77,9% eram pessoas em idade ativa (15 a 64 anos)”, refere o INE.

Acrescenta que em 2022 houve 46.229 cidadãos estrangeiros que adquiriram a nacionalidade portuguesa, um valor 15,2% abaixo do registado em 2021, sendo que entre o número total, 20.844 aquisições foram de residentes em Portugal e 25.385 de pessoas que residiam no estrangeiro.

Relativamente à taxa de natalidade e fecundidade, o organismo dá conta de que o índice sintético de fecundidade (número médio de crianças vivas nascidas por mulher em idade fértil, dos 15 aos 49 anos de idade) aumentou para 1,43 filhos por cada mulher.

Por outro lado, nasceram com vida 83.671 bebés, filhos de mães residentes em território nacional, o que representa um aumento de 5,1% em comparação com 2021, um crescimento que “contribuiu para uma subida da taxa bruta de natalidade, que passou de 7,6 em 2021, para 8,0 nados-vivos por mil habitantes em 2022”, segundo o INE.

A taxa de fecundidade geral foi de 37,97 nados-vivos por mil mulheres em idade fértil, contra 35,79 em 2021.

Na decomposição por idades das mulheres, os dados estatísticos revelam que, em comparação com o ano anterior, no ano de 2022 houve aumentos em todos os grupos etários, com as subidas mais acentuadas registadas nos grupos etários dos 25 aos 39 anos.

A idade média das mulheres ao nascimento de um filho foi 31,7 anos, valor próximo ao registado em 2021 (31,8 anos), enquanto a idade média ao nascimento do primeiro filho foi 30,3 anos (30,4 anos em 2021).

“A taxa de fecundidade na adolescência (taxa de fecundidade no grupo etário dos 15-19 anos) também aumentou, passando de 5,79 em 2021 para 6,19 nados-vivos por mil mulheres em 2022”, diz o INE.

Relativamente à mortalidade e esperança de vida, o INE dá conta de que o número de óbitos diminuiu 0,4% entre 2021 e 2022, sendo que neste último registaram-se 124.311 mortes de pessoas residentes em Portugal, enquanto a taxa bruta de mortalidade foi de 11,9 por mil habitantes, ligeiramente inferior à de 2021 (12,0).

A taxa de mortalidade infantil aumentou, passando de 2,4 óbitos por mil nados-vivos em 2021 para 2,6 em 2022, ao mesmo tempo que fotram registados 217 óbitos durante o primeiro ano de vida, mais 24 óbitos do que em 2021.

“Da totalidade dos óbitos de pessoas residentes em Portugal, 44,6% (43,3% em 2021) ocorreram em idades iguais ou superiores a 85 anos. Nas mulheres, mais de metade (55,6%) dos óbitos ocorreram aos 85 ou mais anos (53,9% em 2021), enquanto a maioria dos óbitos dos homens ainda se registou em idades inferiores aos 85 anos (66,5% em 2022)”, revela o INE.

A esperança de vida à nascença mantém-se muito próxima dos valores anteriores, com uma estimativa média para 2020-2022 de 80,96 anos. A esperança média para as mulheres é de 83,52 anos, enquanto para os homens é de 78,05 anos.

Em matéria de casamentos e divórcios, o INE dá conta de que no ano passado houve 36.952 matrimónios, mais 27,2% do que em 2021, dos quais 801 entre pessoas do mesmo sexo, o que é também um aumento significativo, de quase 46%, face ao ano transato.

O número de divórcios aumentou 6,9% em comparação com 2021, com registo de 18.464 casamentos dissolvidos.

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