Administrações regionais de saúde não pagam aos bombeiros desde agosto

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) alertou hoje que a maioria das corporações de bombeiros está sem receber das administrações regionais de saúde (ARS) desde agosto, estando em causa os transportes de doentes para hemodiálise e para fisioterapia.

© DR

O presidente da LBP, António Nunes, disse à Lusa que a Liga não consegue apurar o montante total da dívida, uma vez que varia entre corporações de bombeiros, não recebendo todas o mesmo valor.

Para a LBP, trata-se de uma “situação muito grave num momento em que os bombeiros têm tido um enorme esforço acrescido, também financeiro, para fazer face aos constrangimentos das urgências hospitalares em todo o país”.

A Liga sublinha que as associações humanitárias de bombeiros “vivem uma situação desesperada, já que, ao não ser regularizada a dívida das ARS, estará em causa o pagamento de ordenados e subsídio de Natal aos bombeiros, bem como o pagamento de combustíveis e muitos outros encargos”.

Últimas do País

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.