Doentes fazem hemodiálise rodeados de insetos em hospital de Valongo

Queixas começaram há cerca de dois meses e os utentes garantem que o problema se tem agravado. Cerca de 60 doentes passam diariamente pela sala, onde permanecem ligados às máquinas durante quatro horas. Hospital confirma a presença dos insetos e garante estar a tentar erradicar a praga.

© D.R.

Uma praga de pequenos insetos, vulgarmente conhecidos como “insetos da fruta”, está a afetar a sala de hemodiálise do polo de Valongo do Hospital de São João, provocando queixas entre os doentes que ali realizam tratamento. O problema terá começado há cerca de dois meses e, segundo os utentes, tem vindo a agravar-se.

Os doentes permanecem ligados às máquinas durante cerca de quatro horas por sessão, ficando praticamente impossibilitados de se afastar dos insetos. Ao Correio da Manhã, um utente relata que estes chegam mesmo a pousar e cair sobre os alimentos consumidos durante o tratamento.

A ULS São João confirma a existência do problema e garante ter desencadeado medidas para controlar e eliminar a praga. A intervenção está, contudo, condicionada pelo funcionamento do serviço: a sala recebe diariamente cerca de 60 doentes para tratamentos que não podem ser adiados, pelo que determinados trabalhos de desinfestação têm de ser realizados fora dos períodos de atividade.

Apesar do incómodo provocado pela presença dos insetos, o hospital assegura que, de acordo com a avaliação efetuada, a espécie identificada não representa risco infeccioso ou clínico para os doentes.

A unidade hospitalar associa o aparecimento dos insetos às condições meteorológicas registadas nas últimas semanas e adianta que não foram detetadas situações semelhantes noutras áreas do edifício. As medidas destinadas à erradicação da praga continuam em curso.

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