Primeiro Lisboa, agora o Porto: violência dispara nas ruas da Invicta, com turistas roubados e seguranças atacados

Capital reforçou patrulhamento depois de episódios de violência grave. Na Baixa do Porto, sindicato alerta para agressões, tentativas de violação e noites com reduzida presença policial.

© D.R.

Depois de Lisboa ter reforçado o policiamento na Baixa na sequência de episódios recentes de violência grave, também o Porto começa a dar sinais de preocupação com a segurança nas zonas de maior concentração noturna. O Sindicato Unificado da Segurança Privada (SUSP) alerta para um aumento das ocorrências e, sobretudo, para uma maior gravidade dos episódios registados na Baixa da cidade.

O alerta surge após uma madrugada particularmente violenta. Segundo o Jornal de Notícias, seis turistas terão sido roubados e agredidos por um grupo de homens que costuma circular na zona das Galerias de Paris para vender droga. Horas depois, no exterior de um bar, um segurança terá sido atingido no pescoço com um copo de vidro partido.

Cláudio Ferreira, presidente do SUSP e segurança-porteiro durante 24 anos, sustenta que o problema já não se resume ao número de ocorrências. A violência estará também a tornar-se mais grave, numa das zonas mais frequentadas da noite portuense.

À preocupação com a criminalidade junta-se a alegada falta de policiamento durante a madrugada. O dirigente sindical afirma que já houve noites em que não existia “um único agente da PSP disponível” para realizar patrulhas, acrescentando que, depois das 4h00, a presença policial se torna particularmente reduzida.

Entre as situações que o sindicato diz estarem a tornar-se mais frequentes encontram-se agressões entre grupos, tentativas de violação e confrontos relacionados com a venda de droga falsa.

O SUSP considera ainda que as estatísticas poderão ficar aquém da realidade, uma vez que muitos turistas vítimas de agressões deixam a cidade sem apresentar queixa.

Assim, depois dos recentes episódios que levaram ao reforço policial no centro de Lisboa, o alerta chega agora do Porto, onde profissionais do setor dizem assistir a uma noite cada vez mais marcada pela violência e por uma presença policial insuficiente.

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