Alqueva vai receber maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa com 45 ME de base

A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) lançou o procedimento para a instalação do maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa, com 45 milhões de euros de preço base do concurso, avançou o Governo.

© D.R.

“Já foi lançado pela EDIA o procedimento contratual para o fornecimento, instalação e licenciamento de quatro Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) junto a estações elevatórias da Rede Primária do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA)”, adiantou o Ministério da Agricultura e Alimentação, numa nota enviada à Lusa.

Segundo o executivo, este será o maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa, com uma produção estimada em 90 gigawatts-hora (GWh)/ano.

O preço base do concurso é de 45 milhões de euros.

No total, a energia obtida por estas centrais fotovoltaicas seria suficiente para abastecer 2/3 da população do Baixo Alentejo.

O EFMA já conta com nove centrais fotovoltaicas em funcionamento.

A energia vai ser produzida pelos painéis fotovoltaicos que vão ser instalados sobre estruturas flutuantes, sendo depois dirigida para estações elevatórias.

As centrais vão ocupar uma área de, aproximadamente, 42 hectares sobre a água.

Estima-se que vão ser necessários cerca de 100.000 painéis fotovoltaicos, que vão evitar a emissão de 30.000 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano.

“A transição energética e a descarbonização da economia são prioridades para o país e assumem-se como determinantes para a sustentabilidade do projeto Alqueva, uma vez que estamos perante a principal fonte de custos variáveis na distribuição de água”, defendeu, citada no mesmo comunicado, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Últimas do País

Mais de metade dos portugueses tem défice de sono, um problema de saúde pública que tem razões socioeconómicas e que representa um risco de surgimento de doenças metabólicas e cardiovasculares, alertou hoje o especialista Joaquim Moita.
O mês passado foi o fevereiro mais chuvoso dos últimos 47 anos e o oitavo mais quente desde que há registos (1931), segundo o boletim climatológico para o continente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O setor vitivinícola colocou, no ano passado, no mercado 726 milhões de litros de vinho para consumo interno e exportação, uma redução de 23 milhões de litros face a 2024, indicou o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV).
Um homem detido por suspeita de sequestro, violação agravada e violação de domicílio ou perturbação da vida privada de uma adolescente de 14 anos, sua vizinha, no concelho de Loures, ficou em prisão preventiva, informou hoje a PJ.
Seis associações representativas dos militares das Forças Armadas e da GNR solicitaram hoje reuniões ao Presidente da República e ao primeiro-ministro sobre os cortes no cálculo da pensão de reforma, considerando ser urgente uma reversão do atual regime.
O mau tempo afetou 2.661 agricultores, no Norte, que reportaram prejuízos na ordem dos 50,3 milhões de euros, dos quais 62% estão relacionados com a queda de muros, segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
O conflito entre a Flixbus e a Rede Expressos sobre o acesso ao terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa, mantém-se, com a gestora da infraestrutura a alegar que o tribunal não determina a entrada automática da concorrente na infraestrutura.
A PSP registou 853 denúncias de burlas com acidentes simulados, entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, um crime que atinge particularmente idosos e que tem vindo a aumentar.
Três arguidos foram condenados, dois deles a penas de prisão efetiva, em dois processos relacionados com burlas através da aplicação de pagamentos eletrónicos MBWay, no concelho de Fronteira, distrito de Portalegre, foi hoje divulgado.
O Município de Pedrógão Grande remeteu à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro prejuízos de 12,8 milhões de euros devido ao mau tempo, mas a autarquia está a detetar mais danos.