Desde o início do ano, já deflagraram 6572 fogos, mais 748 do que no mesmo período de 2025, quando tinham sido contabilizadas 5824 ocorrências. Trata-se de um aumento de cerca de 13%.
Segundo os dados do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), consultados pela Lusa, este é já o maior número de incêndios registado nos últimos quatro anos, contrariando a trajetória de redução das ocorrências verificada desde 2022.
As chamas consumiram, até agora, 60.572 hectares de mato e floresta, colocando 2026 como o quinto pior ano da última década em área ardida até esta altura, atrás de 2017, 2025, 2016 e 2022.
O Norte concentra a maior fatia da destruição, com 34.929 hectares ardidos e 3422 incêndios. Segue-se o Centro, onde as chamas já consumiram 20.452 hectares.
Entre os incêndios já investigados, as principais causas identificadas estão relacionadas com o uso do fogo, ocorrências acidentais e incendiarismo.
Os números revelam ainda um dado particularmente relevante: mais de metade dos incêndios e da área ardida ocorreu em dias classificados com risco baixo ou moderado de incêndio.
Apesar de a área ardida estar muito abaixo dos 245.760 hectares contabilizados no mesmo período de 2025, o número de fogos segue precisamente na direção contrária: aumentou quase 13% e já ultrapassou a barreira das 6500 ocorrências.