Despesa anual média das famílias em Portugal foi de 24.190 euros em 2022/2023

A despesa anual média das famílias em Portugal ascendeu a 24.190 euros em 2022/2023, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© DR

De acordo com os resultados provisórios do Inquérito às Despesas das Famílias 2022/2023, cerca de dois terços da despesa média das famílias concentrou-se em encargos associados à habitação (39,1%), à alimentação (12,9%) e aos transportes (12,4%).
À escala das regiões NUTS II, a despesa anual média foi mais elevada na região Norte (25.057 euros), mas também superava a média nacional na Área Metropolitana de Lisboa e na Região Autónoma da Madeira.

Pelo contrário, a despesa média regional mais baixa observou-se na Região Autónoma dos Açores (20.439 euros), que também apresenta o perfil regional de despesa mais distante da média nacional, segundo o inquérito realizado.
Os resultados sugerem ainda que, atendendo à composição familiar, os agregados com crianças dependentes gastam anualmente, em média, mais 8.861 euros do que os agregados familiares sem crianças dependentes, o que se traduz numa despesa mensal média superior em 738 euros.

Entre os agregados familiares unipessoais, a despesa média anual foi superior na presença de um adulto com menos de 65 anos (18.121 euros) face aos agregados constituídos por um adulto idoso (14.775 euros).
Para a diferença na despesa familiar média mensal de 738 euros entre agregados com e sem crianças dependentes, contribuíram sobretudo os encargos com transportes e com habitação, cuja diferença, entre os dois tipos de agregados familiares, superou, em ambos os casos, 100 euros mensais.

A presença de crianças dependentes nos agregados familiares, por sua vez, gerou também uma despesa superior em alimentação, em restauração e alojamento e em educação: mais 85, mais 79 e mais 62 euros mensais, em média, pela mesma ordem.

Últimas de Economia

O índice de produção industrial registou uma variação homóloga de 1,2% em janeiro, 0,5 pontos percentuais (p.p.) inferior à observada em dezembro, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 6,1 mil milhões de euros em janeiro, para 280.857 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa negocia hoje em baixa, com 15 títulos do PSI a descer, orientados pelos do BCP (-4,33% para 0,85 euros), e com os da Galp a subir 5,68%.
A inflação aumentou para 2,1% em fevereiro de 2026, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de janeiro, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta, com o PSI a subir para um novo máximo desde junho de 2008 e com a EDP Renováveis a valorizar-se 2,82% para 13,51 euros.
O cabaz de bens essenciais encareceu 37,8% e custa agora mais 69,56 euros desde o início da guerra na Ucrânia. Fevereiro trouxe novo máximo histórico: 253,19 euros por 63 produtos básicos, segundo a DECO PROteste.
Os empréstimos para habitação cresceram 10,4% em janeiro, em termos anuais, a maior taxa de crescimento anual desde fevereiro de 2006, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
O líder do CHEGA defendeu, esta quarta-feira, uma isenção prolongada de IMI para as casas e empresas localizadas nos municípios afetados pelas intempéries e indicou que o Governo "admitiu a possibilidade" de estudar esta medida, desde que com critérios.
A EDP, grupo que integra a E-Redes, responsável pela operação da rede de distribuição em Portugal continental, já restabeleceu a energia a 100% dos clientes afetados pelas tempestades, anunciou hoje o presidente executivo.
O indicador de confiança dos consumidores inverteu a tendência e diminuiu em fevereiro, enquanto o indicador de clima económico aumentou ligeiramente, após ter caído em janeiro, segundo os inquéritos de conjuntura divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).