CAP elogia “demonstração de força” contra discurso só político de Bruxelas

O secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) considerou que a manifestação dos agricultores a decorrer em Bruxelas é uma "demonstração de força" contra o "discurso político" do executivo de Ursula von der Leyen.

© Facebook da CAP

 

“É uma demonstração de força, é exatamente para que não exista dúvida alguma sobre a determinação dos agricultores e a necessidade de alterar as regras relativamente à Política Agrícola Comum [PAC]”, disse à Lusa Luís Mira que integra a comitiva que participa nos protestos, numa altura em que continuam em força junto às instituições europeias onde os ministros da Agricultura estão reunidos.

O som dos petardos é ininterrupto e os manifestantes fazem fogueiras em frente perímetro de segurança criado pela polícia para bloquear o avanço dos milhares de agricultores.

Luís Mira referiu que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, “anunciou um conjunto de intenções” que “precisam de ser colocadas no regulamento comunitário”.

“Enquanto não forem alterados [os regulamentos comunitários] nada disto tem efeito prático. Aquilo que os agricultores de toda a Europa estão aqui a dizer hoje é que é necessário colocar em prática aquilo que foi o discurso político”, acrescentou.

O secretário-geral da CAP exigiu a aprovação de todas as alterações propostas hoje, durante a reunião dos ministros da Agricultura dos Estados-membros, e a respetiva alteração na legislação nacional de cada um dos 27.

“As pessoas acham que isto já está resolvido, já estão alteradas. Não está, enquanto não se alterar o regulamento, enquanto não se alterar as regras”, completou.

A maioria das reuniões de hoje acabou por ser cancelada dada a seriedade do protesto dos agricultores e os confrontos em que se envolveram com as forças de segurança no exterior do edifício do Conselho da União Europeia.

Só os ministros da Agricultura prosseguem com a discussão das novas medidas propostas.

Últimas de Economia

O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.
As instituições de crédito em Portugal concederam em setembro 2.171 milhões de euros para novos empréstimos à habitação, um aumento de 4,2% em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As dificuldades económicas estão a condicionar os projetos familiares dos mais novos. Metade dos jovens adia a decisão de ter filhos devido à insegurança financeira.
As previsões do Governo apontam para a manutenção da taxa-base máxima dos Certificados de Aforro no próximo ano. A evolução da Euribor deverá permitir que os portugueses continuem a receber juros de 2,5% na série F.
O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
A taxa de inflação situou-se nos 3,8% em outubro, face a 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).