Preços da habitação recuam 1,1% na zona euro no quarto trimestre de 2023

O índice de preços da habitação recuou 1,1% na zona euro e 0,2% na União Europeia (UE) no quarto trimestre de 2023, face ao período homólogo, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

© D.R.

 

De acordo com o serviço estatístico europeu, este é o terceiro recuo anual consecutivo do indicador.

Face ao trimestre anterior, os preços da habitação desceram, entre outubro e dezembro últimos, 0,7% entre os países da área do euro e 0,3% no conjunto dos Estados-membros.

Entre os 26 Estados-membros para os quais há dados disponíveis, oito apresentaram um recuo homólogo do indicador e os restantes 18 subidas, incluindo Portugal.

O Luxemburgo (-14,4%), a Alemanha (-7,1%) e a Finlândia (-4,4%) apresentaram as principais descidas e, no outro extremo, a Polónia (13,0%), a Bulgária (10,1%) e a Croácia (9,5%) as maiores acelerações do indicador.

Já na comparação com o trimestre anterior, o índice de preços da habitação baixou em 11 Estados-membros, manteve-se estável em Itália e acelerou noutros 14.

As maiores descidas em cadeia foram observadas em França (-2,7%), na Letónia (-2,5%), na Dinamarca e na Suécia (-2,3% cada), enquanto as principais subidas foram apresentadas pela Polónia (4,8%), Croácia (3,4%) e Irlanda (3,0%).

Em Portugal, o indicador acelerou 7,8% na comparação homóloga e 1,3% face ao trimestre anterior.

Últimas de Economia

A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.
A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 3,2% em agosto, face aos 2% registados no mesmo mês de 2025, enquanto na União Europeia (UE) passou de 2,4% para 3,2%, ficando Portugal acima da média.
A Euribor desceu, esta quarta-feira, a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes até agosto subiram 2,8% em termos homólogos, para 328.986 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).