Recluso agride dois guardas prisionais na prisão do Linhó

Dois guardas prisionais foram hoje agredidos a soco por um recluso no estabelecimento prisional do Linhó, em Sintra, elevando para oito o total de agressões a guardas nesta cadeia desde o início do ano, denunciou o sindicato.

© D.R.

 

Segundo o dirigente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) Frederico Morais, as agressões ocorreram por volta das 17:30, depois de um recluso que se encontrava nos balneários a tomar banho ter recusado obedecer à ordem do guarda que lhe ordenou que saísse do local, atingindo-o a soco na cara.

Após esse primeiro incidente, levado até à chefia da guarda prisional na prisão, o recluso agrediu um segundo guarda, também a soco, nessa ocasião.

Segundo Frederico Morais, o sindicato reuniu-se com a diretora do estabelecimento prisional há cerca de um mês para pedir que os reclusos desocupados, que não estudam nem trabalham no interior do estabelecimento, “e que são os que estão a provocar problemas com os guardas”, passem a ficar fechados 22 horas por dia, “o máximo que a lei permite”.

O dirigente sindical referiu à Lusa que a diretora do estabelecimento prisional do Linhó pediu nesse momento mais tempo para avaliar a situação, não tendo ainda dado resposta.

Frederico Morais disse que já houve oito agressões a guardas na prisão do Linhó desde o início do ano e 14 em todas as prisões.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.
O Tribunal de Santarém condenou a prisão efetiva um homem responsável por três incêndios florestais, dois deles junto a zonas habitadas. A autoria foi confessada e considerada plenamente provada, apesar da tentativa de disfarçar os crimes alertando o 112.