Ventura acusa Aguiar-Branco e PSD de boicote à comissão de inquérito do Caso Gémeas

O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou hoje o presidente da Assembleia da República e o PSD de tentarem boicotar os trabalhos da comissão de inquérito ao caso das gémeas tratadas com o medicamento Zolgensma.

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder do CHEGA queixou-se de “uma tentativa de boicote ao trabalho da comissão de inquérito, ou pelo menos de atraso ou de dilação”.

As declarações de André Ventura acontecem na sequência de o presidente da Assembleia da República ter requerido à Procuradoria-Geral da República um parecer após o CHEGA , no âmbito da comissão parlamentar de inquérito, ter pedido o acesso a mensagens de Marcelo Rebelo de Sousa e também depois de o PSD ter pedido a suspensão de todos os pedidos de acesso a registos ou cópias de comunicações por parte de pessoas singulares.

“Nós não queríamos deixar de notar o tremendo boicote que isto representa para os trabalhos da comissão de inquérito, a tentativa, pelo menos aparente, de fazer atrapalhar os trabalhos de investigação do parlamento, quando é sabido e pacificado de todos que as comissões de inquérito são comissões especiais, que têm poderes equiparados ao dos órgãos judiciários e isso consta na lei expressa e explicitamente”, defendeu.

“Quer o senhor presidente da Assembleia da República, quer os senhores deputados do PSD, estão a contribuir para que esta comissão de inquérito tenha a sua vida mais dificultada, mais fragilizada e com menos capacidade de atuação”, acusou.

O presidente do CHEGA assinalou que o pedido de acesso às comunicações do Presidente da República “já tinha sido discutido em comissão” e defendeu que “os avisados podem apenas entregar a parte relativa ao objeto da comissão”.

Últimas de Política Nacional

Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?
Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.
O debate quinzenal com o primeiro-ministro deverá voltar a ficar hoje marcado pelas consequências da guerra no Médio Oriente, com a oposição a pedir mais medidas ao Governo para atenuar o efeito do conflito na economia.
O escândalo sexual que abalou os Estados Unidos e expôs uma rede internacional de tráfico e abuso de menores pode voltar a ganhar destaque em Portugal. Desta vez, com um pedido político claro: saber se há portugueses envolvidos.