Fenprof contesta decisão de não realizar concurso para docentes do ensino artístico

Os docentes contratados do ensino artístico especializado de música e de dança não vão contar, este ano, com o concurso que lhes permitiria vincular, uma decisão contestada hoje pela Fenprof, que acusa a tutela de prolongar a precariedade.

©FENPROF

A decisão foi comunicada há uma semana numa nota informativa em que a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) refere que, excecionalmente, será autorizada a prorrogação dos contratos dos docentes.

Depois de se reunir com os docentes afetados, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) contestou hoje que o concurso previsto para o ano letivo 2024/2025 não se realize, sublinhando que seria uma oportunidade para muitos deixarem de ser precários.

“A não realização deste concurso este ano, mantendo a possibilidade excecional de prorrogação dos contratos, defrauda as legítimas expectativas e prejudica ainda mais estes docentes, que prolongam por mais tempo a situação de precariedade com prejuízos óbvios no seu salário”, escreve a organização sindical em comunicado.

Por outro lado, a Fenprof sublinha que também os professores já vinculados veem as suas expectativas defraudadas, ao perderem a oportunidade de mudar de escola e aproximarem-se da sua residência através do concurso interno.

“Reconhecendo a responsabilidade política do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a Fenprof enviará, ainda esta semana, um ofício ao ministro exigindo a realização do concurso interno e externo para estas escolas (…) no mais curto espaço de tempo”, refere o comunicado.

A organização sindical acrescenta ainda que qualquer atraso na realização dos concursos não deve resultar em prejuízos para os professores e defende que os efeitos sejam reportados a 01 de setembro.

A Lusa questionou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, sem resposta até ao momento.

Últimas do País

O mau tempo registado nos Açores desde a noite de quarta-feira provocou várias inundações em São Jorge e São Miguel e obrigou ao realojamento de 67 pessoas que estavam no parque de campismo da Praia da Vitória, na Terceira.
Um homem de 53 anos ficou sujeito à medida de coação de apresentações semanais por suspeitas do crime de incêndio, depois de ter sido detido em flagrante delito no Beato, em Lisboa, informou hoje a PSP.
Uma jovem de 21 anos foi vítima de violação depois de sair do trabalho, em Albufeira. O suspeito, um cidadão estrangeiro de 24 anos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), que reuniu provas consideradas suficientes para a sua apresentação a primeiro interrogatório judicial.
O homem, já constituído arguido, está indiciado pela prática de dois crimes de violência doméstica agravados contra a ex-companheira e o filho, anunciou o Ministério Público (MP), num comunicado publicado na página na Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora.
A Polícia Judiciária arrestou, esta madrugada, um porta-contentores no Porto de Sines, suspeito de transportar grandes quantidades de cocaína a bordo.
Cerca de 50 concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Santarém e Portalegre estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um homem de 67 anos foi detido por suspeitas de maus-tratos psicológicos e físicos à mulher, incluindo ameaças de morte, no concelho de Arraiolos, no distrito de Évora, revelou hoje o Ministério Público (MP).
Mais de 50 concelhos do interior, de oito distritos de Portugal, enfrentam hoje perigo máximo de incêndio, no dia em que se espera descida da temperatura
Presidente do CHEGA considera que o ministro da Administração Interna não reúne condições para continuar no cargo, critica as explicações prestadas na primeira conferência de imprensa realizada após serem conhecidos os casos polémicos que o envolvem e apela à intervenção do Presidente da República.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve tem por cobrar 1.234.358 euros relativos a serviços prestados a pessoas estrangeiras não residentes em Portugal, em 2023 e 2024, revela uma auditoria da Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS).