Condenado em liberdade condicional agride técnica de reinserção social

Um condenado em liberdade condicional invadiu as instalações de uma equipa de reinserção social em Faro e agrediu uma técnica superior daquele local, que precisou de assistência hospitalar, confirmou hoje a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

©D.R.

Segundo os esclarecimentos enviados à Lusa, a DGRSP indicou que a agressão ocorreu cerca das 16h30 de quarta-feira, quando o homem “forçou e danificou a porta” das instalações da equipa Algarve 1, “tendo agredido uma técnica superior que careceu de deslocação e assistência em hospital”.

O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) referiu também que, apesar da presença de outras pessoas nas instalações, o homem usou um pé de cabra para forçar a entrada e agredir a funcionária numa perna, tentando ainda acertar na cabeça da coordenadora da equipa.

O presidente do SinDGRSP, Miguel Gonçalves, criticou “a inércia da DGRSP” e alertou ainda para a necessidade de reforço da segurança destes serviços, ao lembrar que recentemente existiu um outro ataque a uma equipa de vigilância eletrónica em Évora.

“Após os atos, o cidadão abandonou as instalações, tendo sido ativada a PSP, que compareceu no local, indo os factos ser comunicados ao Tribunal de Execução de Penas de Évora para os efeitos devidos”, admitiu a DGRSP.

Questionada sobre um eventual reforço da segurança, a direção-geral frisou que estes casos “são excecionais” e, embora tenha manifestado “particular preocupação” com os seus trabalhadores, recusou comentar quaisquer procedimentos que acautelem as condições dos profissionais e das instalações.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.
O Tribunal de Santarém condenou a prisão efetiva um homem responsável por três incêndios florestais, dois deles junto a zonas habitadas. A autoria foi confessada e considerada plenamente provada, apesar da tentativa de disfarçar os crimes alertando o 112.