Tribunal declara prescrição de 11 crimes do processo BES/GES

O Juízo Central Criminal de Lisboa declarou a prescrição de 11 crimes do processo BES/GES, dos quais três eram imputados pelo Ministério Público (MP) ao antigo presidente do Grupo Espírito Santo (GES), Ricardo Salgado.

© LUSA

Segundo o despacho assinado pela juíza Helena Susano na terça-feira, a que a Lusa teve hoje acesso e avançado inicialmente pelo Observador, o ex-banqueiro viu cair dois crimes de falsificação de documento e um de infidelidade da lista de 65 crimes pelos quais tinha sido acusado pelo MP em 2020.

Em causa estão um crime de falsificação referente a um documento entre o fim de 2013 e o início de 2014 com declaração imputada ao governo da entidade Fonden, outro de falsificação de um contrato entre a sociedade ES Tourism Europe e outra entidade, e um de infidelidade, por uso do BES em dezembro de 2013 em operações com o BES Londres.

O levantamento dos crimes em risco de prescrição feito recentemente pelo MP indica ainda que Salgado pode ver cair em 24 de novembro mais um crime de falsificação e outros dois no final de dezembro. Já no primeiro trimestre de 2025 prescrevem em janeiro mais três crimes de falsificação de documento, um de infidelidade no final de fevereiro e outros três de infidelidade até 28 de março.

O despacho da magistrada declara ainda a prescrição de três crimes (dois de falsificação e um de infidelidade) de Francisco Machado da Cruz, de um crime de infidelidade relativamente ao ex-administrador Morais Pires, a Pedro Góis Pinto, a Etienne Cadosch e a Michel Creton, além de um crime de falsificação de documento de Paulo Nacif Jorge, que assim não irá a julgamento, uma vez que este era o único crime que lhe era imputado.

No entanto, há vários arguidos no processo também denominado Universo Espírito Santo com mais crimes a prescrever até ao final do primeiro trimestre de 2025, nomeadamente Francisco Machado da Cruz, Amílcar Morais Pires, Pedro Góis Pinto, Pedro Almeida e Costa, Cláudia Boal Faria, Etienne Cadosch, Michel Creton, João Alexandre Silva e Nuno Escudeiro.

O julgamento do processo-crime Universo Espírito Santo vai arrancar no dia 15 de outubro, mais de uma década após o colapso do Grupo Espírito Santo (GES), em agosto de 2014, e tem como principal arguido o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, que foi acusado de 65 crimes, entre os quais associação criminosa, corrupção ativa, falsificação de documento, burla qualificada e branqueamento.

Considerado um dos maiores processos da história da justiça portuguesa, este caso agrega no processo principal 242 inquéritos, que foram sendo apensados, e queixas de mais de 300 pessoas, singulares e coletivas, residentes em Portugal e no estrangeiro.

Segundo o Ministério Público, a derrocada do GES terá causado prejuízos superiores a 11,8 mil milhões de euros.

Últimas do País

Suspeitos terão vigiado o estabelecimento antes de avançarem para o assalto. A vítima foi manietada e ficou ferida. Um cidadão travou o roubo e os dois homens acabaram em prisão preventiva.
Homem de 49 anos tinha cumprido cerca de 15 anos de prisão por crimes da mesma natureza. Segundo a PJ, terá sequestrado uma vítima em Torres Novas, sendo ainda suspeito de violação. A vítima conseguiu libertar-se e pedir ajuda. Pouco depois, o suspeito terá atacado e roubado outra pessoa.
Mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) melhorou, mas ainda ficou acima dos 38%.
Um homem, de 48 anos, foi detido por "fortes indícios" de um número "ainda indeterminado" de crimes de pornografia de menores agravados, ocorridos no Montijo, anunciou hoje a PJ, adiantando que o suspeito ficou obrigado a apresentações semanais pelo tribunal.
Homem de 35 anos foi intercetado durante uma fiscalização quando circulava num velocípede elétrico. Militares encontraram produto suspeito escondido numa embalagem de tabaco de enrolar e o teste confirmou tratar-se de canábis.
Homem de 31 anos era procurado pelas autoridades brasileiras por suspeitas de ter submetido a própria irmã a atos sexuais, em duas ocasiões, em 2016. Foi localizado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva enquanto aguarda o processo de extradição.
Suspeito era considerado amigo da família e terá usado essa relação de confiança para levar a criança até casa, em Portimão. Prometeu-lhe gomas e, já a sós, atraiu-a para o quarto com o pretexto de lhe fazer uma massagem. Foi detido e será presente a primeiro interrogatório judicial.
Operação avaliada em 380 milhões de euros coloca o Estado como segundo maior acionista de referência da REN. O preço acordado representa um prémio superior a 55 milhões face à cotação da participação quando Montenegro anunciou o negócio.
A mãe do menino de três anos encontrado sozinho na madrugada de ontem nas escadas do prédio em que vive, em Braga, já foi localizada e constituída arguida, disse fonte da PSP à Lusa.
O primeiro fogo não atingiu as instalações partidárias e levou ao corte da eletricidade. Três horas depois, um novo foco surgiu dentro da sede e destruiu mobiliário, arquivos e equipamentos.