BCE pede aos bancos que se preparem para maiores riscos geopolíticos

O Banco Central Europeu (BCE) alertou hoje que o aumento dos riscos geopolíticos aumenta a possibilidade de eventos adversos para a banca e pediu às entidades que se preparem para isso do ponto de vista financeiro e operacional.

©D.R.

Numa audiência na comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, a presidente do Conselho de Supervisão do BCE, Claudia Buch, referiu que estes acontecimentos adversos são difíceis de prever ou de quantificar para os bancos e mercados, uma vez que os modelos de risco tradicionais não captam a sua natureza incerta, o que “poderia levar a um atraso na identificação de riscos emergentes”.

Um aumento dos preços da energia pode pressionar as indústrias com uso intensivo de energia, expondo os bancos a níveis mais elevados de incumprimento, a escalada das tensões geopolíticas poderá aumentar a volatilidade dos mercados financeiros, gerando correções de preços dos ativos, e sanções financeiras ou ciberataques podem exacerbar os riscos, apontou como exemplos.

“Os órgãos de gestão devem assegurar que os bancos são suficientemente resilientes do ponto de vista financeiro e operacional”, disse Buch.

Claudia Buch explicou que o supervisor bancário está também a adaptar-se a este novo ambiente para melhor identificar e abordar os riscos emergentes, em concreto através de uma reforma do seu processo de avaliação e revisão de supervisão cujo objetivo é facilitar uma análise de riscos mais “focada” por parte dos supervisores e garantir que os bancos resolvem os problemas identificados mais rapidamente.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.
A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.
Comprar casa em Portugal exige hoje muito mais do que trabalhar: exige rendimentos que a maioria já não tem. Um novo estudo da CBRE mostra que o fosso entre salários e preço da habitação continua a aumentar e está a afastar milhares de famílias do mercado.
Portugal registou, no segundo semestre de 2025, o segundo maior valor da União Europeia (UE) dos preços do gás doméstico (17,04 euros por 100 kwh), expresso em paridade de poder de compra (PPC), divulga hoje o Eurostat.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou para 91,0% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, mais 1,3 pontos percentuais face ao final de 2025, divulgou hoje o BdP.
Portugal é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão voltar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar em média 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a encarecer 6,5 cêntimos.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.