BCE pede aos bancos que se preparem para maiores riscos geopolíticos

O Banco Central Europeu (BCE) alertou hoje que o aumento dos riscos geopolíticos aumenta a possibilidade de eventos adversos para a banca e pediu às entidades que se preparem para isso do ponto de vista financeiro e operacional.

©D.R.

Numa audiência na comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, a presidente do Conselho de Supervisão do BCE, Claudia Buch, referiu que estes acontecimentos adversos são difíceis de prever ou de quantificar para os bancos e mercados, uma vez que os modelos de risco tradicionais não captam a sua natureza incerta, o que “poderia levar a um atraso na identificação de riscos emergentes”.

Um aumento dos preços da energia pode pressionar as indústrias com uso intensivo de energia, expondo os bancos a níveis mais elevados de incumprimento, a escalada das tensões geopolíticas poderá aumentar a volatilidade dos mercados financeiros, gerando correções de preços dos ativos, e sanções financeiras ou ciberataques podem exacerbar os riscos, apontou como exemplos.

“Os órgãos de gestão devem assegurar que os bancos são suficientemente resilientes do ponto de vista financeiro e operacional”, disse Buch.

Claudia Buch explicou que o supervisor bancário está também a adaptar-se a este novo ambiente para melhor identificar e abordar os riscos emergentes, em concreto através de uma reforma do seu processo de avaliação e revisão de supervisão cujo objetivo é facilitar uma análise de riscos mais “focada” por parte dos supervisores e garantir que os bancos resolvem os problemas identificados mais rapidamente.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 369,7 milhões de euros em fevereiro, uma subida de 5,8 milhões de euros face ao período homólogo e de 34,5 milhões face a janeiro, foi hoje anunciado.
Os preços das casas estão a aumentar ininterruptamente em Portugal desde que o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, em 02 de abril de 2024, contribuindo para agravar uma crise ainda sem solução à vista.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 1.560 milhões de euros em fevereiro, para 282.711,2 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).