CHEGA opõe-se ao Euro Digital e quer proteger uso de dinheiro físico em Portugal

O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento para recomendar ao Governo português que se oponha à criação do chamado 'Euro Digital' e a qualquer iniciativa europeia que vise a eliminação progressiva do dinheiro físico.

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Na proposta a que o Folha Nacional teve acesso, o partido liderado por André Ventura alerta para os riscos associados à digitalização total do dinheiro, defendendo que o numerário continua a ser essencial para garantir privacidade, liberdade individual e segurança económica dos cidadãos.

O CHEGA considera que o Euro Digital poderá abrir caminho a um maior controlo estatal sobre os hábitos de consumo e movimentos financeiros da população, permitindo um acompanhamento permanente das transações realizadas pelos cidadãos.

Segundo o partido que lidera hoje a oposição em Portugal, a substituição do dinheiro físico por moeda exclusivamente digital criaria riscos graves para a privacidade e para as liberdades individuais, além de aumentar a vulnerabilidade do sistema financeiro perante ataques informáticos, falhas técnicas ou bloqueios de acesso.

No documento, o CHEGA refere ainda exemplos internacionais, como a Suíça e a Eslováquia, onde têm surgido iniciativas para proteger o direito ao uso de dinheiro físico.

A proposta recomenda que Portugal rejeite qualquer tentativa de eliminar o numerário e assuma uma posição firme junto das instituições europeias contra a implementação do Euro Digital como substituto do dinheiro em espécie.

O partido defende que “os portugueses devem poder continuar a escolher livremente como utilizam o seu dinheiro”, considerando que o numerário continua a ser um instrumento fundamental de autonomia e liberdade económica.

O projeto será discutido em breve na Assembleia da República.

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