Associações denunciam aplicação que consegue despir pessoas de uma foto através de Inteligência Artificial

A imagem gerada por Inteligência Artificial (IA) é apresentada ligeiramente desfocada e para a desfocar ou fazer o seu download, basta o utilizador subscrever o serviço, que pode ser pago de forma mensal, trimestral, anual ou mesmo de forma vitalícia.

© D.R.

A denuncia foi feita no domingo pela MiudosSegurosNa.Net e pela Agarrados à Net, mas hoje de manhã a app “continuava ativa” e a ser publicitada nas plataformas da Meta, disse à Lusa Tito de Morais, fundador do projeto MiudosSegurosNa.Net.

“Até este momento ainda não tivemos qualquer feedback por parte da Meta, achámos que era importante chamar a atenção das pessoas para este tipo de situações, para que possam ser regulamentadas”, acrescentou.

Tito de Morais lembrou a proposta do Bloco de Esquerda, que foi recentemente aprovada por unanimidade, para criminalizar este tipo de práticas, mas a proposta de alteração do Código Penal ainda não está em vigor.

Usando frases como “Apaga as roupas dela. Carrega uma foto. Apaga as roupas de qualquer pessoa” ou “Vê-me nua gratuitamente. Esta aplicação espantosa pode apagar tudo!”, a publicidade aponta para um “site” onde o utilizador pode descarregar uma foto de uma pessoa vestida, carregar num botão para gerar uma foto igual mas com a pessoa nua.

A imagem gerada por Inteligência Artificial (IA) é apresentada ligeiramente desfocada e para a desfocar ou fazer o seu download, basta o utilizador subscrever o serviço, que pode ser pago de forma mensal, trimestral, anual ou mesmo de forma vitalícia.

“Numa altura em que se fala em banir as redes sociais a menores de 16 anos era importante que este tipo de situações fosse regulamentada. Não interessa banir as crianças das redes se vai continuar a afetar os adultos. Não podíamos ficar em silêncio ao ver a Meta aprovar publicidade a uma aplicação de “nudificação”, incentivando, na prática, os utilizadores a cometer um ato ilícito”, afirmou o fundador do projeto MiudosSegurosNa.Net.

“Em vez de restringirem as redes sociais a menores de 16 anos ou proibirem a utilização de telemóveis, era bom que os Governos se preocupassem em responsabilizar as plataformas que aprovam publicidade que na prática incentiva a cometer um ilícito que afeta não apenas crianças e jovens, mas também adultos”, acrescentou Cristiane Miranda, cofundadora do projeto Agarrados à Net.

Tito de Morais lembrou algumas das recomendações que tem vindo a ser sugeridas pelas duas organizações, como obrigar a que as imagens criadas com recurso a IA contenham uma marca de água ou outro sinal que as identificasse como sendo produzidas por IA.

Já no caso de aplicações como a agora denunciada, os dois projetos vão mais longe, sendo da opinião que nem sequer deveriam ser permitidas “e as empresas que as produzem deviam ser fortemente penalizadas”, explicou Tito de Morais.

“De facto, a tecnologia tem imensos benefícios e vantagens, mas nas apps de “nudificação” não encontro nenhum. Deviam ser proibidas”, corroborou Cristiane Miranda.

Tito de Morais e Cristine Miranda apelam à Meta que remova a publicidade a este tipo de produtos e que tome medidas para evitar situações semelhantes no futuro.

Últimas do País

Em alguns casos, a indefinição prolonga-se há mais de um ano e meio, com os gestores a permanecerem em funções sem saber se serão reconduzidos ou substituídos. Entre as instituições nesta situação está o Hospital de São João, no Porto, uma das maiores unidades hospitalares do país.
Portugal já registou 6572 incêndios rurais em 2026, mais 748 do que no mesmo período do ano passado. Número de ocorrências sobe quase 13% e atinge o valor mais elevado dos últimos quatro anos. Mais de 60 mil hectares já foram consumidos pelas chamas.
Diretora de Medicina Interna demite-se e responsável pela Urgência ameaça sair se não melhorarem as condições para tratar os doentes.
Três incêndios em mato em Torre de Moncorvo, Santo Tirso e Arouca destacam-se ao início da tarde de hoje entre as “ocorrências significativas” registadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mobilizando mais de 900 operacionais.
Dois episódios de violência grave, registados em poucos dias, levaram a PSP a mobilizar pelo menos 30 elementos do Corpo de Intervenção para reforçar a segurança numa das zonas mais turísticas de Lisboa, entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal.
Suspeitos terão regressado ao local depois de uma luta com intenção de concretizar uma ameaça. Polícia intercetou o grupo e apreendeu uma arma artesanal de calibre 9 mm, carregada e municiada.
Os resultados dos pedidos de reapreciações dos exames nacionais da 2.ª fase serão conhecidos a 14 de setembro, por decisão do Governo que decidiu adiar a divulgação das notas para acautelar as férias de todos os professores.
Suspeito aparentava estar alcoolizado quando a PSP foi chamada a intervir. Mulher sofreu ferimentos na cabeça e foi transportada para o hospital. Um agente também ficou ferido durante a ocorrência.
Criança terá sido impedida de sair e conseguiu pedir socorro aos familiares. Suspeito foi detido pela GNR e acabou em liberdade.
Suspeitos, de 37 e 42 anos, são apontados pela PJ como autores de quatro roubos cometidos em menos de duas semanas. Um ficava no motociclo enquanto o outro, de capacete e armado, entrava nos estabelecimentos e exigia o dinheiro das caixas registadoras.